Sete Sintomas Sutis do Orgulho

Por Fabienne Harford


O orgulho irá te matar. Para sempre. O orgulho é o pecado que provavelmente mais te deixará distante de clamar por um Salvador. Aqueles que pensam que estão bem não irão procurar por um médico

O orgulho é tão perigoso quanto difícil de diagnosticar. Quando se trata de diagnosticar nossos corações, aqueles de nós que têm a doença do orgulho enfrentam um grande desafio em identificar a própria doença. Orgulho infecta a nossa visão, levando-nos a ver a nós mesmos através de uma lente que nos colore e distorce a realidade. O orgulho irá retratar até mesmo a nossa feiura pecaminosa como algo bonito e louvável,

Nós não podemos concluir que não enfrentamos o orgulho só porque não vemos orgulho em nossos corações. Aqueles momentos aprazíveis quando eu dou tapinhas em minhas costas pelo quão bem eu estou me saindo, são os momentos em que eu deveria ficar mais alarmado.

Em seu ensaio O Orgulho Não Detectado (Undetected Pride), Jonathan Edwards elenca sete sintomas sorrateiros do orgulho.

1. Um Espírito Intransigente
Ao mesmo tempo em que o orgulho nos leva a sermos seletivos quanto ao mal que enxergamos em nós mesmos, ele também nos leva a sermos seletivos quanto a bondade de Deus nos outros.

Quando me sento para escrever um sermão ou estudar uma passagem bíblica, é o orgulho que me induz à terrível tentação de evitar a intervenção que o Espírito Santo faz em meu coração e no lugar elaborar mentalmente uma postagem de blog ou planejar uma conversa hipotética com pessoas que “realmente necessitam ouvir isso”.

Edwards diz,

“A pessoa espiritualmente orgulhosa demonstra seu orgulho através do apontamento das falhas dos outros santos… O cristão eminentemente humilde tem tanto o que fazer em sua casa e ele enxerga tanto o mal em si mesmo que ele não está habilitado a se ocupar muito com o coração alheio”.

2. Um Espírito Intransigente

Aqueles que são acometidos pela doença do orgulho em seus corações falam sobre o pecado alheio com desdém, irritação, frustração ou julgamento. O orgulho reside em nosso menosprezo em relação às lutas dos outros. Ele está escondido em nossas piadas a respeito da “loucura” de nosso cônjuge. Ele pode até estar oculto nas orações que fazemos em favor de nossos amigos que estão – sutilmente ou não – maculadas com uma irritação exasperada.

Edwards novamente escreve: “Cristãos que não passam de 55 deveriam ao menos tratar uns aos outros tanto com humildade quanto com mansidão assim como Cristo os trata”.

3. Superficialidade

Quando o orgulho habita em nossos corações, nós nos preocupamos muito mais com a percepção que as outras pessoas têm de nós do que com a real condição de nossos corações. Nós combatemos os pecados que possuem um impacto na forma como os outros nos veem, mas ficamos em paz com aqueles que ninguém vê. Nós alcançamos grande êxito naquelas áreas da santidade que demonstram grande responsabilidade, mas nos preocupamos pouco com os pecados cometidos em secreto.

4. Andar na Defensiva

Aqueles que se apoiam somente no poder da justiça de Cristo encontram um abrigo seguro contra os ataques dos homens e de Satanás. A verdadeira humildade não se desequilibra e não se coloca em uma postura defensiva quando desafiada ou repreendida, mas em vez disso continua a fazer o bem, descansando a alma em nosso fiel Criador.

Edwards diz: "Para o cristão humilde, quanto mais o mundo estiver contra ele, mais silencioso e firme ele permanecerá, a menos que seja dentro de seu quarto de oração, pois lá ele não ficará quieto."

5. Presunção Diante de Deus

A humildade nos aproxima de Deus através da submissa segurança em Cristo Jesus. Se "submissão" ou a "segurança" estiverem faltando nessa equação, nossos corações podem muito bem estar infectados com o orgulho. Alguns de nós são ousados diante de Deus, mas se não formos cuidadosos, podemos nos esquecer que ele é Deus.

Edwards escreveu, “Alguns, por conta de sua grande alegria diante de Deus, não levam suficientemente em conta ao conselho contido no Salmo 2:11 - "Servi ao Senhor com temor, e alegrai-vos nele com tremor."

Outros de nós não possuem ousadia diante de Deus. O que pode soar como humildade, mas na realidade é um outro sintoma de orgulho. Nesses momentos, nós estamos afirmando que acreditamos que os nossos pecados são maiores do que a Sua graça. Nós duvidamos do poder do sangue de Cristo e nos atemos em olhar para nós mesmos ao invés de Cristo.

6. Desepero Por Atenção

O orgulho é sedento por atenção, respeito e reverência em todas as suas formas.

Talvez o orgulho apareça como uma desavergonhada vanglória sobre nós mesmos. Talvez ele esteja em nossa incapacidade de dizer "não" a ninguém, porque nós necessitamos ser necessários. Talvez ele esteja em nossa obsessiva vontade de casar - ou fantasiar sobre um casamento melhor - porque você está com sedento por ser adorado. Talvez ele se manifeste em seu desejo obsessivo pelo carro perfeito, ou pela casa perfeita ou pelo título perfeito no trabalho: tudo porquê você procura a glória que vem dos homens e não Deus.

7. Negligenciar o Próximo

O orgulho tem preferência por algumas pessoas em detrimento de outras. Ele honra àqueles que o mundo considera dignos de honra, dando mais peso às suas palavras, aos seus desejos e às suas necessidades. Eu sinto uma certa emoção quando as pessoas com "poder" me reconhecem. Nós, consciente ou inconscientemente, desprezamos o fraco, o inconveniente, e o pouco atraente, porque eles não parecem nos oferecer muito coisa.

Talvez muito mais pessoas lutem contra o orgulho do que imaginamos.

Porém, há boas noticias para os orgulhosos. Confessar o orgulho sinaliza o principio do fim para o orgulho. Isso indica que a guerra já está sendo travada. Apenas quando o Espírito de Deus está se movendo, nos conduzindo a humildade, é que podemos remover de nossos olhos as lentes do orgulho e enxergarmos a nós mesmo claramente, identificar a enfermidade e buscar a cura.

Através da graça de Deus, nós podemos uma vez mais nos voltarmos ao glorioso Evangelho no qual nos firmamos e usá-lo para identificar o nosso orgulho em todos os lugares secretos dentro de nós. Assim como o meu orgulho encoberto uma vez me conduziu à morte, o reconhecimento do meu orgulho me conduz à vida fazendo-me agarrar mais fortemente à justiça de Cristo.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.
(Salmos 139.23-24)

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Traduzido por Paulo Dib    |  O texto original pode ser encontrado aqui.

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O que eu tenho contra o Socialismo? Quase nada...


O que eu tenho contra o Socialismo? Quase nada...


O que eu tenho contra o Socialismo? Quase nada! Só algumas pequenas ressalvas, que podem ser resumidas nos 10 pontos a seguir:

1) O socialismo teve seus princípios postulados por um idiota completo que, se dizia defensor dos trabalhadores, mas que não trabalhava; que afirmava odiar o capitalismo, mas vivia às custas de um capitalista; que era judeu, mas negava sua raça e religião; que anunciava odiar a burguesia, mas que esperou ansiosamente a mãe morrer para receber a herança. Além, é claro, de trair a mulher com a empregada, e dar-lhe, juntamente com os filhos, uma vida de privações.

2) O socialismo foi responsável pela carnificina de “apenas” 100 milhões de pessoas em nome da utopia do paraíso na terra.

3) O socialismo NUNCA funcionou em lugar algum em que foi implementado, URSS, China, Vietnã, Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, Camboja, Iugoslávia, Tchecoeslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Moçambique, Congo, Etiópia, Afeganistão...

4) O socialismo parte de uma premissa totalmente equivocada em relação ao homem, considerando que o mesmo é bom por natureza, mas que é corrompido pelo meio (blá, blá, blá de Rousseau), sendo que toda a história da humanidade nos demonstra justamente o oposto.

5) O socialismo NUNCA irá funcionar, pois, dentre tantos motivos que poderiam ser elencados, o socialismo IGNORA: a) a natureza corrompida do ser humano; b) leis básicas do funcionamento do mercado; c) a diferença entre indivíduos quanto às suas capacidades, motivações e desempenhos; d) que inevitavelmente o socialismo irá produzir uma “superclasse” de burocratas, políticos e planejadores centrais que inevitavelmente oprimirá aqueles a quem dizem defender, além de gozar privilégios que o restante da população não tem acesso (todos iguais, mas uns mais iguais que os outros – vide URSS)

6) O socialismo não produz nada além de fome, miséria, escassez de artigos básicos, tirania e cerceamento de direitos e liberdades.

7) O socialismo em sua utopia de sociedade igualitária e perfeita produz um Estado que legisla em áreas que não são de sua competência, como por exemplo a família

8) O socialismo priva os cidadãos de liberdades, responsabilidades e direito de escolha, pois o onipresente e infalível Estado decide tudo por eles, inclusive o tipo de roupa que cada um deve vestir.

9) O socialismo nega a Deus, bem como qualquer forma de religião, entretanto tem o Estado como um deus e seus dogmas funcionam como uma religião.

10) Por fim, porém não menos importante, o socialismo em sua estrutura se opõe completamente a todos e quaisquer princípios e valores cristãos, princípios e valores estes que dentre tantas coisas que poderiam ser mencionadas, moldaram toda a civilização ocidental e suas conquistas.


Tirando as dez coisinhas elencadas acima, eu não tenho nada contra...


Depravado e Triunfante?

Por Paulo Dib



A reforma protestante, sem sombra de dúvidas, legou à cristandade uma série de benesses, entre elas a busca pelo retorno da catolicidade da igreja (em toda a plenitude do termo católico), e o reconhecimento da grandeza da graça de Deus em salvar o homem.

Uma das questões primordiais no âmbito protestante é sua análise bíblica quanto à condição humana após a queda, muito bem formulada na doutrina da Depravação Total*, a qual acertadamente define o homem como corrupto e depravado por natureza, separado de Deus e incapaz de produzir qualquer bem verdadeiro apartado desse Deus.

No entanto, muitos setores da Igreja de Cristo, imersos no pós modernismo de nossos tempos, têm negligenciado esse importante aspecto da natureza humana decaída. E, num antropocentrismo sem precedentes, têm deturpado o Evangelho e dado ao homem a primazia que pertence somente a Cristo. Fazendo com que muitos caiam em engano, comprem heresias das mais diversas, proclamem um triunfalismo alucinado e busquem uma prosperidade estritamente material, fazendo da fé cristã algo envolto em misticismos, gnosticismos e dualismos sem qualquer amparo consistente nas Escrituras. Culminando invariavelmente em um pietismo autocentrado e em um ascetismo baseado nas mais loucas interpretações do Antigo Testamento, colocando pesados fardos sobre ombros alheios e incautos para que se abstenham de coisas que nem a própria Bíblia faz menção.

Esse tipo de posicionamento tem produzido “cristãos” cheios de si mesmos, arrogantes, triunfalistas, assentados sobre tronos de justiça própria e com “poderes” para dar ordens e mais ordens no mundo espiritual. Essa sandice coloca um jugo muito pesado sobre os ombros de muitos cristãos sinceros, que cercados por falsa imagem de “vitória espiritual” se vêm em conflito quando passam pela primeira tribulação, pelo primeiro problema ou revés da vida, uma vez que a (mal)dita Teologia da Prosperidade alardeia aos quatro ventos que cristão de verdade, aquele cheio de fé, não sofre, não passa necessidades, não sente tristeza, não se abate, não fica em depressão, não é pobre e sempre alcança todos os objetivos de seu coração. E caso um cristão esteja enfrentado qualquer uma dessas aflições da vida, significa que ele está em pecado ou então não possui fé o suficiente ou ainda está “dando brechas” para o inimigo!

Esse é o resultado claro de se colocar o homem em um lugar que não lhe pertence, de colocá-lo sobre um pedestal de auto-piedade e auto-justificação, de julgar que o homem seja bom por natureza no melhor estilo rousseauniano. É o resultado de ignorar a magnitude da queda e o quanto isso afastou o homem de Deus, e o quanto essa queda manchou a imagem e semelhança de Deus no homem.

O ponto em que eu quero chegar é que todo cristão, obrigatoriamente, deve não só reconhecer sua condição de total dependência de Deus para tudo, principalmente para se santificar, mas NUNCA subestimar sua capacidade intrínseca de pecar e cair!

Não gosto muito de generalizações e estatísticas sem base, mas certamente em 99% dos casos, aqueles ditos cristãos que fazem questão de se exibir como os mais “santos” e mais “vitoriosos” do que os outros são justamente os que escondem os mais vis pecados, os mais abjetos desejos ocultos, os maiores conflitos internos, os maiores fracassos pessoais e familiares!

Por isso, não é de se espantar que cada vez mais frequentemente vejamos os “super-cristãos”, aqueles que batiam no peito apoiados no senso de justiça própria, envolvidos em escândalos, em adultérios, em “saídas do armário” assumindo homossexualismo, em desvios morais, em negócios escusos, em desestruturações familiares e outras torpezas mais.

É por essas e outras que, no tocante à condição humana, eu prefiro abrir mão de qualquer espécie de farisaísmo e ficar com a posição bíblica:

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26)

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* Depravação Total: Rm 1.17-32 / Rm 2.11-12 / Rm 3.12-13 e 23 / Sl 14.2-3 / Sl 51.1-10 / Gn 6.5 / Ef 2.3 / Ef 4.22 / Jr 17.9

Como Mensurar Doutrinas em prol da Unidade Cristã


por Joe Rigney

Mês passado, um grupo de teólogos Protestantes se encontrou na Califórnia a fim de discutir sobre o Futuro do Protestantismo. Enquanto resumos e notícias sobre o evento podem ser encontradas por toda parte, a preocupação por uma unidade Cristã visível levanta todo tipo de questionamentos sobre a seriedade das divergências doutrinais, litúrgicas e práticas. Tais questões geralmente redundam sobre quais doutrinas nós entendemos como “essenciais” ou “necessárias”. No entanto, ao longo dos anos, eu não me satisfiz com esse tipo de análise simplista, porque ela não lida com a complexidade das divisões internas do corpo.

Efésios 4 nos exorta que a unidade Cristã é algo que nós realmente devemos manter (4.3) e algo pelo o qual devemos nos esforçar (4.13). É ao mesmo tempo uma dádiva e um objetivo, algo que possuímos e devemos proteger, e algo que nos falta e devemos perseguir. A unidade que devemos perseguir está intimamente ligada à maturidade, à "medida da estatura da plenitude de Cristo". Esta passagem também diz que um dos sinais de imaturidade é ser levado pelos ventos de doutrina. Portanto, eu gostaria de considerar que parte do crescimento para a maturidade como um indivíduo, como uma congregação, como instituição, e , se Deus quiser, como uma igreja universal é a capacidade de fazer distinções quando se trata de divergências doutrinárias . Todas as verdades são importantes, mas nem todas as verdades são igualmente importantes. Algumas são " de importância prioritária" (1 Co. 15:3-4 ) . Há assuntos mais importantes da lei (Mt 23:23 ). E, portanto , devemos crescer em nossa capacidade de mensurar doutrinas e práticas corretamente, de modo que nós preservemos e persigamos a nossa unidade em Cristo . O que se segue é a minha tentativa de introduzir os tipos de distinções que devemos procurar quando avaliamos as nossas divisões .

Devemos ser capazes de distinguir entre os diferentes tipos de doutrinas essenciais. (e eu sou grato a Daniel Wallace por ter sido o primeiro a me introduzir nestas categorias). Estas distinções se concentram no peso da doutrina em si mesma.

1 – Essenciais para a vida da Igreja. Estas doutrinas são necessárias para a salvação; sem elas não há igreja verdadeira.

2 – Essenciais para a saúde da Igreja. Estas doutrinas são necessárias para o crescimento Cristão; compreender erroneamente estas doutrinas não excluí ninguém do reino, mas pode tornar as pessoas doentes e incapazes de crescer.

3 – Essenciais para a práxis da Igreja. Estas doutrinas são necessárias para a unidade funcional. Ao mesmo tempo que você não pode considerar os cristãos que divergem de você como doentes ou debilitados, as considerações práticas necessárias para um bom relacionamento podem revelar-se demasiadamente onerosas.

4 – Doutrinas não essenciais ou adiáforas 1. Estas doutrinas nunca devem dividir os cristãos, o que significa que aqueles que divergem podem ser membros e até mesmo presbíteros na mesma igreja, sem divisão alguma

Mas, uma vez que distinguimos sobre a relativa seriedade da própria doutrina em si, nosso trabalho ainda não acabou. Em seguida devemos avaliar a pessoa que profere a doutrina, para discernir em que ele se apoia e por quê. Então, quais são as diferentes posições?

1 – Uma pessoa pode afirmar a veracidade da doutrina.
2 – Uma pessoa pode falhar em afirmar a doutrina, por nunca ter ouvido falar dela.
3 – Uma pessoa pode negar a doutrina por ignorância ou má compreensão.
4 – Uma pessoa pode negar a doutrina com um conhecimento verdadeiro e preciso.

A falha em afirmar não é o mesmo que uma negação ativa, e uma negação proveniente da má compreensão não é o mesmo que uma negação em detrimento da verdade. Tais considerações devem influenciar a forma como tratamos a pessoa em questão.

Porém, uma vez que determinamos o peso da doutrina e onde a pessoa ou igreja se apoia para defendê-la, ainda temos trabalho a fazer. Temos de fazer distinções entre:

- Igrejas e indivíduos
- Líderes e membros
- Ovelhas confusas e lobos famintos

Também devemos avaliar:

- A maneira como a pessoa lida com a doutrina. Ela faz uma tempestade em copo d’água? Ou ela simplesmente bebe a água do copo?


- A forma como as doutrinas se relacionam. Algumas vezes há uma falácia non-sequitur 2 quase imperceptível, mas algumas vezes a falácia é gritante.


- A possibilidade de inconsistência doutrinária. Eu muitas vezes encontro crentes cujos corações são mais inteligentes do que suas cabeças.

Além disso, precisamos de alguma consciência histórica, um senso sobre a forma que a igreja como um todo se posicionou em várias questões ao longo da história. Devemos prestar atenção para as causas históricas de divisões entre os cristãos (por exemplo, a história do racismo nos Estados Unidos certamente afetou divisões doutrinárias, ainda que a causa primária da divisão não fosse doutrina). Devemos desenvolver a capacidade de ler a história em que nos encontramos, para identificarmos trajetórias, para termos uma consciência da atual situação cultural para a igreja, e estarmos cientes da direção em que os ventos de doutrina estão soprando. Finalmente, devemos reconhecer a nossa própria posição e para quais batalhas específicas Deus está nos chamando para lutar (ou os muros que ele está nos chamando para reparar).

Sei que esta proposta parece complicada. E esse é o ponto. A verdadeira unidade demanda que cresçamos em nosso pensamento sobre a doutrina, a verdade e o companheirismo. Exige maturidade cristã, do tipo que se pode falar a verdade em amor, para que juntos todos “cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual todo o corpo, bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor” (Ef 4.15-16).


Tradução livre: Paulo Dib

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1    Adiáfora – trata-se de uma teoria teológica cristã protestante de que certos assuntos ritos e práticas são assuntos indiferentes na religião, uma vez que não sejam proibidos pelas Escrituras.


2    Non sequitur – é uma expressão latina (em português "não se segue") que designa a falácia lógica na qual a conclusão não decorre das premissas. Em um non sequitur, a conclusão pode ser verdadeira ou falsa, mas o argumento é falacioso porque há falta de conexão entre a premissa inicial e a conclusão.

Por quê celebrar o Natal?


Por Paulo Dib

Por quê celebrar o natal, ou o que devemos celebrar no natal?
Há quem diga que não há razões para celebrarmos o natal, e os motivos são os mais diversos, indo desde a alegação de que o natal é um compromisso social voltado ao consumo e à glutonaria, passando pelo fato de Jesus não ter nascido em 25 e Dezembro, até a alegação de que o natal é uma festa de origem pagã.

A questão fica, a meu ver, na motivação da celebração e naquilo que é celebrado. É certo que diversos acréscimos foram feitos ao natal, acréscimos estes nada bíblicos, como Papai-Noel, renas, trenós, duendes, etc. Outros acréscimos foram feitos pela tradição da cristandade ao longo dos séculos e, embora não sejam bíblicos, tiveram uma motivação memorial, como a guirlanda, as velas, a celebração do advento, os enfeites, etc.

Há quem argumente que o natal foi uma instituição de Roma para substituir a festa pagã da saturnália. Em primeiro lugar não há qualquer consenso sobre essa afirmação e muito menos bases históricas sólidas para tal, uma vez que os registro históricos situam a saturnália entre 17 e 23 de Dezembro (e não no dia 25). Em segundo lugar, mesmo que o natal fosse uma substituição à antiga festa pagã, isso em nada invalidaria a celebração do natal da forma correta e com a motivação correta, ou seja, celebrarmos a encarnação de Cristo, o nascimento do salvador que havia sido prometido.

Várias coisas na Bíblia e na cultura de Israel vieram também sob influência de outras nações pagãs ou de aspectos culturais dessas nações. E embora Deus não tenha compromisso com a cultura do homem, Ele também age através dela.

Um bom exemplo disso é o fato de que várias Leis dadas por Deus a Moisés tiveram precedentes iguais ou similares nas culturas do antigo oriente médio, e isso, de maneira nenhuma, invalidou a inspiração, veracidade e autoridade das Leis de Deus.

Aliado a tudo isto, temos registros da celebração do nascimento do Salvador pela igreja desde o Século II, ou seja, dois séculos antes de o império romano instituir o cristianismo como religião oficial.

O que devemos celebrar então? Devemos celebrar o cumprimento da promessa do Salvador que foi feita em Gênesis 3.15 e que foi reiterada diversas vezes ao longo do Antigo Testamento. Devemos celebrar o fato de que o Salvador encarnou, se fez gente e habitou entre nós.

Devemos celebrar a disponibilidade da salvação para todo aquele que crê em Cristo. Devemos celebrar o fato de que não merecíamos a salvação, e Deus não tinha obrigação moral nenhuma em nos redimir, mas Ele nos amou de tal forma que mesmo diante de nossas mazelas, nossos pecados, maldições e desobediências, Ele enviou seu Filho unigênito para nos salvar.
Jesus, o criador do universo se despiu de sua glória de forma radical, encarnando e nascendo não em um palácio, mas em uma manjedoura, cercado de animais e sujeira.

A partir da perspectiva da encarnação do Verbo de Deus, o Natal é, sim, um evento a ser comemorado por alguns motivos básicos:
- É a data em que nossa salvação começa a se concretizar – A partir do nascimento de Jesus, todo o plano de Deus para expiar nossos pecados começa a ser colocado em ação.
- É a data em que o Reino de Deus coloca os pés na terra de forma definitiva. A partir do Natal, o próprio Deus em Cristo passa a viver entre o seu povo, tocando, curando, libertando e ensinando.

- É a data em que os próprios anjos pararam para celebrar.


- É a data em que Deus prova o seu amor aos homens de forma cabal.

E por quê durante as comemorações natalinas fazemos um banquete? Por quê preparamos uma mesa farta para essa celebração? Porque comer é importante, o sentar-se à mesa é algo importante em qualquer reunião humana, desde uma simples reunião de amigos, que não fica sem pelo menos um cafezinho, até ocasiões mais nobres. Quanto mais nobre a ocasião maior o banquete e, penso eu, que o nascimento de Cristo é uma ocasião nobilíssima.

O banquete é algo proeminente nas Escrituras. Adão e Eva desfrutavam de um farto banquete, até a queda do pecado. Tudo estava à disposição e em abundância. No antigo Israel, diversas celebrações eram feitas com banquetes. O primeiro milagre de Jesus se dá em um banquete servido por ocasião de um casamento. Na parábola do Filho Pródigo, o filho perdido é recebido com grande banquete. Jesus após ressuscitar comeu com os discípulos mais de uma vez. A história dos salvos em Cristo terminará com um grande banquete, no encontro do Cordeiro e sua noiva (Ap 19).

Portanto, celebremos:

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6)

Ondas de Protesto: Sou Protestante!


ONDAS DE PROTESTO: SOU PROTESTANTE!

...se eles se calarem, as pedras clamarão” (Lucas 19.40)



Por Rev. Silas de Oliveira

O mundo todo tem acompanhado os últimos acontecimentos vividos pelo nosso país, que marcaram ondas de protesto por todos os lados. Baseados, primeiramente, na luta pelo transporte mais barato ou até mesmo gratuito, seguido de reivindicações sobre educação, saúde, etc., multidões saíram às ruas. Um grito de protesto sobre justiça social, honestidade, paz e tanto outros assuntos, marcaram a nossa semana. Independente de julgar o certo ou errado, o justo e o injusto presenciamos uma indignação geral, diante de uma infelicidade pública. Protestar é um direito de todo o cidadão que vive em uma sociedade democrática. Fazendo uma pequena comparação entre os protestos do nosso país e o título que recebemos há quase quinhentos anos, quando da Reforma Protestante, somos conduzidos a pensar que:


a. Os reformadores demonstraram indignação publicamente, fundamentando suas ideias na Palavra de Deus;
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b. Lutaram, visando uma volta à Bíblia, sob os valores do Reino de Deus;

c. Tais valores estavam baseados na justiça social, no amor ao próximo e no partilhar do pão entre todos os que se curvam diante da autoridade divina;

d. É preciso protestar com conteúdo, ou seja, com uma pauta de reivindicações que ofereça oportunidade de mudança tanto no ser humano, quanto na sociedade;
e. Que o cristão não pode se omitir a ser voz profética, escondendo-se atrás do voto, apenas como uma forma de transferir responsabilidade.

Jesus protestou contra a situação da cidade de Jerusalém! Denunciou a corrupção tanto política quanto religiosa, demonstrando sua tristeza com lágrimas, diante de um povo distante do Criador. O Mestre alertou para a situação pecadora da cidade, profetizando seu fim ( Lucas 19.41-44 ).

Desde a Reforma somos intitulados de PROTESTANTES. Perguntas precisam ser feitas diante do atual momento em que atravessamos como nação. Respostas precisam ser buscadas. Quais são os nossos protestos? Será que muitas vezes, como cristãos, não protestamos contra questões tão pequenas da nossa vida, seja na Igreja ou fora dela, deixando de olhar para a grandeza das necessidades sociais? Será que não protestamos contra a nossa forma de culto, nossos cânticos, ou o olhar indiferente do próximo e deixamos de olhar para o coração do outro, buscando socorrê-lo em suas necessidades? Será que o nosso comportamento como cidadãos da terra, dá-nos condições de sermos cidadãos do céu?

Sejamos protestantes baseados sempre na autoridade da Palavra de Deus!


Por que fui reformar-me?



Por Paulo Dib

Por que fui reformar-me? Será que era necessário?

Bem, se pelo menos desde a Reforma para a igreja valeu o lema protestante Ecclesia reformata et semper reformanda est (Igreja reformada está sempre se reformando), certamente que tal princípio deve se aplicar às ovelhas.

Mas ir ou estar atrelado à uma igreja protestante reformada não é voltar no tempo ou ficar preso ao passado enquanto o “novo de Deus” está disponível em igrejas evangélicas ditas carismáticas?

De certo que não. Sobre o novo descobri que muitas vezes o “novo” é o velho. A novidade está radicada há séculos atrás. Pode parecer paradoxal demais, mas, no caso do Evangelho e da fé cristã (que possui mais de 2000 anos), é a mais pura verdade.

A fé cristã está alicerçada em bases antigas, desde os ensinamentos dados por Jesus há 2 milênios na Palestina, seguindo pelo trabalho apostólico, estudos e apologéticas dos Pais da Igreja, credos e confissões de fé, o labor de teólogos e apologistas do passado, e a própria reforma protestante. Enfim, o cristianismo não é novo, já temos 2000 anos de uma fé histórica e consolidada.

A questão é que nesse pós-modernismo dos nossos tempos, tudo o que é novo é melhor e o que é antigo deve ser descartado. Criou-se o estigma de sempre “se reinventar” a fé cristã. Obras antigas são vistas com preconceito e são postas de lado sem o menor pudor ou análise crítica. Simplesmente parte-se do pressuposto (falacioso) de que aquilo que é novo é melhor, sempre e invariavelmente.

E nesse afã de sempre encontrar o “novo” de Deus, muitos acabam enveredando por caminhos nem sempre cristãos e bíblicos. Doutrinas caras ao cristianismo são irresponsavelmente ignoradas, dando-se espaço a ensinos que não se aprumam com a doutrina bíblica sadia.

A chamada “Teologia da Prosperidade” não se alinha com as boas novas anunciadas por Jesus Cristo, tão pouco com os ensinos apostólicos ou paulinos, ou de qualquer outra era da cristandade até o início do século XX. Nesse mesmo “saco” coloco a Teologia da Confissão Positiva e o Triunfalismo Evangélico (a vitória sempre ao alcance dos ungidos que fazem a coisa certa), onde qualquer frase dita contendo ao seu final “em nome de Jesus”, torna-se uma “poderosa oração” para realizar os desejos do coração do homem.

O processo da minha reforma pessoal foi paulatino, ao longo de pelo menos 02 anos. E nesse processo reconheço a soberana graça de Deus a me guiar e moldar meu coração.

Já havia algumas coisas no evangelicalismo moderno com as quais eu não concordava há um bom tempo. Após ter um contato mais aprofundado com as doutrinas da graça, foi como se algumas escamas caíssem de meus olhos e eu pudesse enxergar que até então eu tive uma visão deficitária do cristianismo como um todo.

Outro ponto que me incomodava no evangelicalismo era a pretensa autonomia humana ou o desejo de liberdade a qualquer custo (leia-se independência), beirando ao Deísmo, onde o homem autoriza ou não a ação de Deus. Tal postura fere o princípio da soberania de Deus e ferir a soberania divina é algo inconcebível.

O que me atraiu na fé reformada foi a expressão de uma fé simples, despretensiosa, dependente da graça. Colocando o homem no seu devido lugar e exaltando ao Senhor. Reconhecendo claramente que o homem encontra-se caído e totalmente depravado, incapaz de realizar qualquer bem por si mesmo (Rm 3.10-12).

A fé reformada não é isenta de falhas, e também não possui todas as respostas, no entanto, ao meu ver, é a expressão de fé cristã mais honesta, mais biblicamente orientada, humilde e sem pretensões grandiosas e triunfalistas.

Sem modismos, encara a fé como ela realmente deve ser, cristocêntrica. Exalta prioritariamente a Deus. Reconhece a verdadeira condição do homem, que não é de um semi-deus destinado ao sucesso como algumas vertentes anunciam, nem de alguém que foi meramente afetado pelo pecado, mas como alguém que se encontra radicalmente morto, depravado, corrompido em todos os âmbitos pelo pecado e impossibilitado de buscar a Deus (Ef 2.1-3, Rm 3.10-11, Rm 5.8-10, 1Co 2.14).

Há ainda na fé reformada um enorme senso de temor e gratidão pelo FAVOR TOTALMENTE IMERECIDO da salvação, ao invés de petições sem fim. Salvação esta que repousa seguramente nas mãos do seu executor, Jesus Cristo (Jo 10.28-29).

A fé reformada é uma fé confessional, que não está deslocada na história da Igreja. Não que as confissões de fé, credos e concílios realizados pela igreja ao longo dos séculos sejam palavra revelada e inerrante tal qual a Bíblia, no entanto funcionam como um esteio, um arrimo e limite para a Igreja. As confissões e credos contém doutrinas que já foram e muito estudadas e debatidas pelos antigos mestres desde a patrística. Não é algo que pode-se mudar simplesmente conforme a conveniência ou mediante a uma “nova revelação”. Neste quesito fico com o conselho do pastor Mark Driscoll: “leia os antigos, prefira os livros antigos”.

Reformei-me, com a graça de Cristo, e abracei com toda força os pilares antigos das verdades da Palavra de Deus que foram afirmadas pela igreja primitiva e reavivadas pela Reforma Protestante. Verdades bíblicas tais como os 5 Solas: Sola Fide (justificação somente pela fé), Sola Gratia (salvação somente pela graça de Deus), Solus Christus (Cristo somente, o Salvador dos pecadores), Sola Scriptura (somente a Escritura, como base de fé e prática) e Soli Deo Gloria (a Deus somente a glória).  

Por fim, encerro salientando que este texto é apenas o relato de algo que aconteceu comigo (minha reforma pessoal), bem como a externação de meu posicionamento em relação ao evangelicalismo moderno como um todo. 

 Soli Deo Gloria!

Aos linguarudos de plantão

Por Paulo Dib

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Aqui vai um pequeno informe para alguns amigos que talvez ainda não saibam e, principalmente, para os linguarudos e fofoqueiros de plantão.

Há 6 meses eu e minha família nos desligamos da Comunidade Evangélica Filadélfia. Desde então têm surgido inúmeras “versões” sobre o que nos havia motivado, muitas delas completamente absurdas.

Gostaria de salientar que desde o princípio eu e minha família evitamos falar com quem quer que fosse, tanto para nos preservarmos, bem como para justamente evitarmos qualquer fermentação dentro da igreja. Não saímos por aí como muitos fazem reclamando de tudo e todos aos quatro ventos, buscando “discípulos” e causando cismas na Igreja de Cristo. Até mesmo nossos amigos mais próximos demoraram mais de 2 meses para saber alguma coisa a respeito e, ainda sim não em detalhes.

TUDO foi feito debaixo de oração e na mais absoluta paz! Os motivos, que NÃO serão explicitados aqui, de maneira alguma envolvem descontentamento ou mágoa com a liderança, insubmissão ou contenda de qualquer espécie. De igual maneira não envolvem aspirações de termos um ministério próprio ou algo que o valha, muito pelo contrário.

Antes de falar com amigos a respeito do assunto, tratamos logo de conversarmos com nossa liderança, Bp. César e Pr. Fábio (pessoas por quem temos grande apreço, amizade e profundo respeito). Tudo foi tratado na mais perfeita ordem, maturidade e cordialidade, mesmo por que, como já foi dito antes, não temos qualquer tipo de feridas com a liderança da CEF (ou com algum membro), e desejamos a todo custo preservarmos as amizades que lá cultivamos ao longo de anos tendo em vista entendermos a Igreja de Cristo de maneira bíblica, ou seja, como um corpo indissolúvel.

Estamos congregando em uma igreja reformada (tradicional), que não terá seu nome aqui publicado, pois não queremos seguidores.

Foram tantas as histórias que surgiram a nosso respeito, que só faltou dizer que estávamos congregando na igreja da Disney com o Pr. Mickey Mouse!!! A esses inventores de histórias deixo amorosamente dois lembretes:

Pv. 6.16-19: “Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”.

Sl 15.1-4: “ Senhor, quem habitará no teu santuário? Quem poderá morar no teu santo monte? Aquele que é íntegro em sua conduta e pratica o que é justo, que de coração fala a verdade e não usa a língua para difamar, que nenhum mal faz ao seu semelhante e não lança calúnia contra o seu próximo”.

Cristo é o sentido

Por Paulo Dib

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Inquietação, sentimento de um vazio no peito, tristeza, apatia, hedonismo desenfreado, incompletude, essas são as facetas do homem moderno. No entanto, essas misérias da alma humana não são nada novas, remontam desde os primórdios da humanidade, embora sejam agravadas pelo estilo de vida dito "moderno".

Se nossa mente viajar até um remoto passado, com certeza lá haverá homens buscando um sentido para a vida. Grupos nômades, sociedades patriarcais, primeiras cidades-estado, as ágoras gregas e seus filósofos, Roma antiga, feudos medievais, reinos pós iluminismo, não importa, em todas as eras da história o homem sempre esteve perdido em busca de um significado maior para a sua curta existência.

Há quem diga que simplesmente não há sentido algum para a vida, simplesmente vive-se e ponto final, como afirmam os ateus e céticos de plantão.

Outros buscam esse sentido desesperadamente, anseiam por preencher esse vazio, essa falta de completude tresloucadamente. Tentam de todas as formas, seja com o sexo, com as bebidas, noitadas, trabalho, dinheiro, bens, fama, meditação ou até mesmo na busca por experiências transcendentais. E para desespero do homem, em nenhuma dessas coisas há o alívio para a sua angústia, não há sentidos ulteriores, são apenas fins em si mesmos.

Na verdade, não é que não haja um sentido para a vida, porque há! A questão é que o homem perdeu o sentido para a vida, e não que o mesmo não exista. E no fundo, mesmo que de uma forma pouco nítida, todos sabem disso.

Como diria C.S. Lewis, a humanidade sente saudades de um lugar que não se sabe bem onde é. De um lugar onde tudo faz sentido, onde tudo é perfeito, onde não há vazios.

O fato é que o homem, perdeu o sentido, E nenhum outro ser no universo está fora de centro, está em crise existencial, além do homem. Os animais sabem o seu papel a cumprir, as plantas possuem dentro de si uma ordem para crescer e frutificar, os rios seguem o seu curso, as marés sobem e descem, o planeta segue sua órbita, mas o homem não sabe o seu papel dentro do cosmos.

O que causou tudo isso? A resposta é simples e ao mesmo tempo aterradora, o PECADO. O homem, ao desobedecer aos decretos de Deus, tornou-se injusto, ficou fora de seu lugar. (Gn 3. 6-20)

Em hebraico justiça vem da palavra tsedek, que significa “estar no lugar correto”. Ao se tornar injusto o homem saiu do lugar em que deveria estar, e passou a enxergar a Deus, a si mesmo e a criação ao redor de uma maneira deturpada, e sua relação com o Criador e com a criação ficou distorcida. O homem ficou sem norte, sem rumo.

E agora José? Não há mais solução? Não há mais sentido para a vida?

Claro que há! A solução é sermos justos novamente.

Como isso é possível? Através Daquele que dá sentido à vida e é o único que pode nos justificar e nos reconciliar com Deus. Cristo! (Cl 1.13-14, 20 / At 4.12 / Rm 3.24).

Cristo é o sentido!

Design Inteligente

Por Paulo Dib


O Design inteligente é a afirmação de que determinadas características do universo existente e dos seres vivos em geral são mais bem explicadas, em sua origem, por uma causa inteligente, ou por uma mente inteligente por detrás de todas as coisas existentes, orquestrando a existência das mesmas, e não por um processo não-direcionado e aleatório como a seleção natural;

A Teoria do Design Inteligente afirma que é possível a inferência concisa de projeto sem que necessariamente haja um conhecimento sobre o projetista, seus propósitos ou ainda sobre os métodos por ele utilizados na implementação do projeto. A referida teoria é uma forma moderna do clássico Argumento Teleológico para a existência de Deus, modificado propositalmente para evitar pormenorizações sobre a natureza ou ontologia do criador. 
Tal modificação foi instituída por um conjunto de criacionistas norte-americanos que reestruturaram o argumento tendo em vista a controvérsia da Criação versus Evolução, de maneira a driblar a legislação dos Estados Unidos, que veementemente  proíbe o ensino de criacionismo como ciência nas escolas.

Seus principais defensores são associados ao Discovery Institute, e crêem, em sua maioria, que o criador é o Deus do Cristianismo. A pesquisa se baseia nas evidências biológicas e não nas consequências das descobertas. Os defensores do Design Inteligente atestam que ele se trata uma teoria científica válida, e buscam redefinir o conceito de ciência para que esta passe a aceitar argumentos que sejam sobrenaturais.

Embora haja o argumento de se buscar sinais de inteligência na criação, sinais de que houve um projeto prévio, independentemente de quem tenha sido o autor do mesmo, a maioria dos defensores do Design Inteligente partem de uma abordagem teísta, sendo a imensa maioria de abordagem teísta cristã.

Aprofundando um pouco mais no assunto, disponibilizo abaixo entrevista recente concedida pelo Dr. Marcos N. Eberlin (Cientista brasileiro) à TV Mackenzie.

Para quem não conhece o Dr. Marcos N. Eberlin e pensa que Criacionismo Científico e Design Inteligente é coisa de gente ignorante, desinformada e obscurantista, aqui vai o modesto curriculo dele: Graduação (1982), mestrado (1984) e doutorado (1988) em Química pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP e pós-doutorado no Laboratório Aston de Espectrometria de Massas da Universidade de Purdue, USA (1989-1991).

Atualmente é professor titular MS-6 da Universidade Estadual de Campinas, na qual coordena o Laboratório ThoMSon de Espectrometria de Massas. Entre seus trabalhos científicos destaca-se a reação que hoje leva seu nome: a Reação de Eberlin.
Orientou vários mestres, doutores e pós-doutores e seu grupo de pesquisa conta hoje com cerca de 45 pesquisadores. Já publicou cerca de 450 artigos científicos (2010) com mais de 6000 citações em áreas diversas da Química e Bioquímica, Ciências dos Alimentos, Farmacêutica e Química dos Materiais.







Quem sou eu

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Cristão Protestante. Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela FATEC (Unesp). Hoje trabalho como consultor em negócios imobiliários. Pós-graduado em Especialização em Estudos Teológicos, pela Mackenzie (CPAJ). Falo Inglês muito bem e espanhol porcamente. Sou muito bem casado e tenho dois filhos maravilhosos.

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