Ascetismo Não Bíblico


Por Paulo Dib


Caros leitores, eu sei que já são 5 meses sem escrever. Eu garanto que não me esqueci deste Blog, de maneira nenhuma! Tenho um especial carinho por ele.

Também não foi por falta de assunto, visto que temas para filosofar não faltam.

Uma série de fatores que me fizeram o tempo escasso, o maior culpado, sem dúvidas foi o meu trabalho, mas graças a Deus, agora consegui respirar e voltar a escrever.

Sem mais delongas, vamos ao que interessa, vamos ao nosso tema: Ascetismo não bíblico!

Já abordei superficialmente esse assunto em postagem anterior. Agora gostaria de aprofundar um pouco mais nesta questão. Tanto por ser um assunto que volta e meia me incomoda, como por frequentemente me deparar com o dito cujo ascetismo não bíblico em cristãos sinceros, mas às voltas com essa prática.

O ascetismo não bíblico tem a sua origem no pietismo alemão que trouxe fortes influências à igreja brasileira. Pietismo em seu conceito original significa abster-se do mundo buscando santificação e temor. A origem da palavra é latina, “pius” = “aquele que cumpre seus deveres”, mas é usada para se referir a uma “reverência especial a Deus”, sinônimo de “devoção”.

Logicamente, temor, devoção e santificação são coisas boas na vida cristã, eu não seria louco de discordar disso. O problema reside quando esse pietismo, ou essa devoção partem de algum tipo de fanatismo, daí gera-se o pietismo exagerado. E como eu já disse por aqui, pietismo desmedido é irmão do legalismo e do ascetismo não bíblico.

Definindo ascetismo não bíblico temos o ato ou ensino que faz com que os cristãos se abstenham de coisas que a Bíblia não diz nada a respeito. São as famosas “santarrisses”, onde tudo é impuro, todo e qualquer prazer é mal visto, até mesmo os prazeres bíblicos.

São uma série de regras sem base bíblica alguma. São baseadas em “achismos”, em interpretações errôneas de textos bíblicos, em líderes farisaicos que exigem de seus liderados “um padrão de santidade” que nem eles mesmos vivem, e por aí vai...

Alguns criam verdadeiras neuras ascéticas, o que eu chamo de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) Gospel. Pensam que, por exemplo, ao ouvirem uma música “do mundo” (entenda-se música não sacra) estão terrivelmente contaminados. Se esse “pecado” se repetir então, estão “desviados” ou “perdidos”, como se a salvação do homem dependesse do tipo de música que ouvimos ou de qualquer outra obra humana.

E, infelizmente, o TOC Gospel é mais comum do que se imagina!

Tirar um dia de lazer com a Família? A resposta seria: “Pra quê? Nosso descanso é no céu, vamos nos enfiar em todas as programações possíveis dentro da igreja”.
Assistir Filmes? “Não pode, principalmente se for da Disney. Só pode se for Filme Gospel”
Assistir TV? “Só se for a 'programas crentes', e olhe lá!”
Ouvir música? “Só se for música gospel, aliás tenho aqui o último lançamento do cantor fulano de tal...”

Eu sempre me pergunto qual seria a definição correta de música do mundo?
Acho engraçado que geralmente quem julga as tais “músicas do mundo” e só ouve os últimos sucessos gospel, também assiste novelas da Globo e outros “ótimos” programas do gênero.

Pergunto eu, qual a diferença? O que faz de uma manifestação artística “aceitável” e outra não? (Sem esquecer que novelas possuem ensinamentos “excelentes” para a vida cristã, não é mesmo?)

A resposta mais provável deve ser uma série de regras que não passam de fanatismo e religiosidade farisaica. Não há embasamento bíblico para tais regras, ou então pega-se textos fora de contexto para tentar dar respaldo a esses ensinos.

Foi Deus que concedeu ao homem o poder criativo, os dons artísticos e a inclinação à apreciação das artes! Não podemos taxar de ruim e pecaminoso tudo aquilo que não é sacro!

Existem músicas e outras expressões artísticas que não são convenientes a cristãos? Com certeza sim, no entanto, não podemos colocar tudo dentro do mesmo “saco”.

A questão aqui levantada é que os Ascetas Pietistas utilizam-se de textos que foram dirigidos EXCLUSIVAMENTE a Israel ou ainda textos que fazem parte das chamadas LEIS CERIMONIAIS dadas ao povo judeu e que não se aplicam à Igreja, para tentar alicerçar seus conceitos.

Um exemplo disso é a famosa controvérsia sobre tatuagens. Um cristão pode ou não tatuar o seu corpo?

O texto preferido dos ascetas veementemente contrários é Levítico 19.28.

Pois bem, em primeiro lugar esse texto faz parte da Lei Cerimonial Judaica (que não cabe à Igreja). Em segundo lugar uma breve análise sobre o versículo nos mostra que a proibição era em fazer marcas por causa dos mortos. No texto original em hebraico encontramos:

não façam (nathan) sareteth, incisão, corte, talho, na vossa carne pelos mortos, nem fareis (nathan) qa’aqa kethobeth, incisão, corte, marca feita a ferro em brasa sobre vós". O texto aqui se refere claramente à escarnificação, ou seja, rasgar ou lacerar a carne, com o intuito de agradar aos mortos ou aos deuses, ritual feito por inúmeras religiões pagãs, à semelhança dos profetas de Baal (1 Reis, 18:28)

A tradução da NVI como tatuagem não é, nem de longe, a melhor (Diga-se de passagem, não gosto muito da NVI justamente por essas falhas de tradução! Prefiro a velha e confiável ALMEIDA, que é uma versão muito mais literal)

Por último, a boa e velha hermenêutica nos orienta a sempre ler o texto dentro de seu contexto, i.e., devemos analisar, no mínimo, todo o capítulo em que se encontra o versículo em questão, a quem aquelas palavras foram dirigidas, por qual razão, e dentro de qual contexto histórico.

Se seguirmos a lógica de raciocínio do ascetismo não bíblico, só pelo capítulo 19 de Levítico, nós deveríamos também guardar o sábado, açoitar até a morte os adúlteros, não fazer cultivo de sementes de diferentes espécies no mesmo campo, não poderíamos aparar a barba, cortar o cabelo com formato arredondado...

Usar apenas um versículo para impor uma regra e ignorar os demais versículos e regras é hipocrisia! Qual é o critério para se escolher quais valem e quais não valem?

Aliás, por falar em marcas no corpo, o que dizer das incontáveis mulheres cristãs que fizeram ou sonham em fazer cirurgia plástica, implante de silicone ou lipoaspiração? Isso não são marcas no corpo? Não causam modificações? Pois então, qual a diferença?

Antes que alguém saia me taxando de liberal ou defensor das tatuagens, explicito que não tenho tatuagens, aliás, nunca gostei de tatuagens, mesmo quando eu não era cristão. Também não saio por aí incentivando pessoas a se tatuarem.

A questão aqui é algumas pessoas que possuem um sentimento de “Superioridade Espiritual” (típico do pietista) julgarem outras com base em uma regra sem respaldo bíblico. Ou pior ainda, julgar a espiritualidade e condicionar a salvação de alguém por causa disso.

Eu particularmente não faço tatuagens por não gostar, e também por uma questão de testemunho pessoal dentro de nossa sociedade, que além de conservadora, por causa do pietismo inserido na igreja brasileira, rotulou os “crentes” como pessoas que não possuem tatuagens. E longe de mim ser pedra de tropeço na vida de quem quer que seja! (Repito é uma posição pessoal minha)

O cristão deve levar em consideração sempre a motivação de cada atitude sua.

Paulo você está dizendo então que podemos fazer de tudo? Que agora estamos na “graça” e tudo pode?

Definitivamente NÃO! Liberdade e libertinagem são coisas diametralmente distintas. Eu estou dizendo que todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém (1Co 6.12).

Há sim músicas, filmes, filosofias e práticas que, como cristão, não me cabem, não são convenientes e não devem fazer parte da minha vida. No entanto, não são uma série de regras religiosas baseadas em sabe-se lá o que, que irão me dizer o que fazer ou não!

Neste ponto ninguém melhor do que o Espírito Santo para convencer meu coração e me conduzir em toda a verdade! Ninguém melhor do que Ele para me fazer discernir o que é bom para mim ou não, o que me faz pecar ou não!

Esse discernimento, reitero, vem pelo Espírito Santo. Vem da comunhão com Ele, do estudo da Palavra e não de uma série de regras inventadas pelo homem, onde na maioria das vezes essas regras são baseadas em contextos culturais.

É claro que a Bíblia possui nitidamente mandamentos do Senhor aos quais, como cristãos devemos obedecer, no entanto, novamente digo, isso não é de maneira coercitiva. Primeiramente o Espírito Santo sempre nos convence do pecado, da justiça e do juízo, após isso, se eu sou filho de Deus eu vou obedecê-lo por amor e não por medo ou receio de ser castigado. Obedeço por que amo a Deus, e não porque a religião mandou!

O cristianismo é muito mais do que uma religião, é muito mais do que uma lista de “isso pode e aquilo não pode”. Se o cristianismo se resumisse a isso qualquer religião serviria!

Os credos e a historicidade da Igreja

Por Paulo Dib
 

Credo Niceno-Constantinopolitano


Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. 

Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, gerado do Pai antes de todos os séculos. Deus de Deus, Luz da luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, da mesma substância do Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas.

E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: Se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.

Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, conforme as Escrituras;

E subiu aos céus, onde está assentado à direita de Deus Pai. Donde há de vir, em glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu reino não terá fim.

Creio no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai (e do Filho); e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele falou pelos profetas.

Creio na Igreja Una, Santa, Católica* e Apostólica.

Confesso um só batismo para remissão dos pecados. Espero a ressurreição dos mortos; E a vida do mundo vindouro. Amém.
 

Qual é a importância do credo niceno-constantinopolitano? Ou melhor, qual é a importância de um credo?

Antes que alguém aí me ataque ou me acuse de “religioso”, ou pior, “às voltas com dogmas católicos romanos”, gostaria de explicitar três coisas.

A primeira delas é que não tenho diferenças pessoais com católicos romanos, e nem estou aqui para julgá-los. Tenho sim diferenças doutrinárias, mas essas como o nome sugere, ficam sempre no campo das ideias, e não são levadas de forma pessoal.

A segunda coisa que explicito é que não sou religioso no sentido pejorativo da palavra, procuro viver uma espiritualidade plena, integral, bíblica e cristocêntrica, interagindo com a criação e tendo um senso de propósito eterno em minha vida.

Por fim, deixo claro que Credo Cristão e dogmas católicos romanos são coisas totalmente distintas. Os credos, em especial o Credo Apostólico e o Credo Niceno-Constantinopolitano não são romanos como muitos pensam, e eu já abordei esta questão em postagem anterior.

Aliás, basta dar uma breve análise no teor do texto do Credo acima, que iremos notar algo que vai muito além de denominações. É algo que uniu ao longo dos séculos, e tem unido ainda hoje cristãos em todo o mundo.

É o que forma a Igreja, em toda a sua catolicidade, ou seja, universalidade entre todas as raças e nações da terra, entre todas as gerações de remidos ao longo dos séculos. É o chamado Corpo de Cristo.

Aliás, se há algo que todos os cristãos, sejam eles Católicos Romanos, Ortodoxos ou Protestantes devem concordar, são os termos do Credo em questão.

Isso é um resumo básico da fé Cristã. Nele afirmamos o monoteísmo, bem como a crença no Deus verdadeiro. Declaramos que cremos na criação executada por Deus.

Confessamos a divindade e o senhorio de Cristo, sendo um em substância com o Pai. Externamos a nossa fé em sua obra salvífica.

Demonstramos a pessoalidade do Espírito Santo e defendemos a unidade da Trindade.

Se alguém não concorda com estes termos, me desculpe, mas não é cristão de verdade! Não entendeu o Evangelho e, tampouco foi transformado por ele.

Eu não estou aqui defendendo o uso religioso e repetitivo dos credos, esperando alguma benção especial pelo simples sacramentalismo. De maneira nenhuma! Repetições vãs não agradam a Deus e muito menos produzem algo de produtivo em nossa espiritualidade (Mt 6.7). Entretanto, não podemos ser levianos em ignorar a história de nossa fé. Temos de conhecer os fundamentos daquilo que cremos e professamos.

Hoje em dia temos assistido uma negação e/ou completa ignorância da historicidade da igreja. Isso é extremamente prejudicial. Já diz o ditado: “Quem não conhece o seu passado é pobre em seu presente e sem perspectivas de futuro”.

Justamente por essa falta de conhecimento do passado da igreja, seus mártires e apologistas, essa falta de conhecimento dos credos e das doutrinas básicas e milenares do cristianismo é que vemos hoje igrejas sendo invadidas por conceitos mundanos, cristãos sinceros de coração sendo levados por qualquer vento de doutrina. Modernismos e Teologias Hedonistas aos montes em nossas igrejas. Mas isso é tema para uma próxima postagem.

Por enquanto, faça como eu, pesquise e aprenda com a história da fé cristã.


* Católica - A palavra "católica" significa "universal", significando a universalidade da Igreja de Cristo. Refere-se ao fato da Igreja como Corpo de Cristo não se limitar a um tempo, lugar, raça ou cultura

Teologia Moderna Hedonista

Por Paulo Dib

Há pouco tempo atrás escrevi um artigo intitulado “Teologia moderna é negação da Teologia histórica?”, e abordei brevemente a questão do ascetismo não bíblico e também do hedonismo.

Neste post quero aprofundar um pouco mais a questão do hedonismo em meio a igreja cristã, aliás da “teologia hedonista” que acabou se infiltrando em muitas igrejas ocidentais, especialmente as brasileiras.

Relembrando o significado de hedonismo temos a seguinte definição: do grego, edonê, doutrina que afirma ser o prazer o bem supremo da vida humana, restringindo o prazer ao prazer do indivíduo. É uma doutrina que defende que o prazer é o meio correto para atingir o objetivo supremo do homem, a saber, a felicidade; felicidade esta que tem como essência precisamente o prazer. A moral, para o hedonista, deve ser ordenada segundo o modelo que é dado pela busca do prazer, quer dizer, é considerado moral tudo aquilo que dê prazer e imoral tudo o que faça sofrer. Esta doutrina resulta da observação de que todos os seres buscam o prazer e tentam escapar ao sofrimento.

Prazer este buscado pelo hedonista que não deixa de ser egoísta, egocêntrico. Tudo gira em torno de si mesmo, o universo está ao redor de seu umbigo. Não importa o outro, importa apenas o “eu”. Para quê “amar ao próximo como a mim mesmo” se o “encherei vossos celeiros” me é muito mais interessante e vantajoso?

O hedonismo com todo o seu egoísmo leva, inevitavelmente ao individualismo, e isso dentro da igreja cristã acarreta um enorme problema, visto que a igreja existe justamente para ser uma COMUNIDADE, com vida comunitária, e não apenas um ajuntamento de pessoas buscando interesses particulares.

Infelizmente o que nós mais vemos nas grandes igrejas, principalmente aquelas com horas de programação na TV, é uma busca quase que exclusiva das bençãos de Deus. É um relacionamento que foca o “eu”, foca a barganha: “O que eu posso ganhar desse Deus? O que um relacionamento com esse Deus pode me proporcionar? Qual será o tamanho da cifra? Se eu servi-lo vou ficar muito rico e ter casa na praia?”

E, caro leitor, antes que você me questione seu eu não creio que Deus possa prosperar seus filhos, gostaria de salientar que creio sim.

Mas, de novo, eu prezo pelo equilíbrio, doutrinário e teológico. É claro que eu creio que Deus possa prosperar alguém. Ele pode fazê-lo e o faz. Mas não podemos limitar as obras e propósitos de Deus apenas a essa faceta. Isso seria muito pobre, muito pequeno diante da grandeza do Deus a quem me refiro e ainda por cima antibíblico.

Os propósitos eternos vão infinitamente além. Salvação e regeneração completa do homem, levá-lo ao seu lugar original, de onde nunca deveria ter saído, vida comunitária em amor, assistência ao pobre, à viúva e ao órfão vêm muito antes da prosperidade.

Você pode se perguntar, Adão tinha prosperidade no Éden? Sem dúvidas. E Deus ainda nos faz prosperar.

A questão é, que tipo de prosperidade é essa? Aliás, o que é prosperidade? Qual o seu significado?

De pronto eu posso afirmar que NÃO é o que a maioria das grandes igrejas brasileiras “pregam” na TV. Uma vida glamourosa, cheia de bens materiais, isenta de problemas, quase um conto de fadas. Se prosperidade fosse apenas isso nosso Deus seria muitíssimo limitado, ele seria no máximo um gênio da lâmpada mágica.

Criou-se a ideologia de que quanto mais bens uma pessoa acumula depois de “conhecer” a Cristo, mais ela é considerada espiritual, crente de verdade, íntima com Deus, verdadeiramente abençoada.

Pois bem, se acúmulo de bens e patrimônio fosse necessariamente sinônimo de aprovação divina, Bill Gates seria um dos homens mais íntimos com Deus. Se acúmulo de riquezas materiais fosse selo da aprovação divina, como explicar os inúmeros ricos infelizes que eu conheço?

Há algo de errado aí!

De outra maneira, o Filho teria encarnado como um Rei abastado. O que vemos foi totalmente o inverso. A humilhação de Jesus em sua encarnação foi tamanha que ele, sendo o criador do universo, nasceu pobre, em uma família pobre, morou em um lugar de certa forma desprezado pelas outras tribos de Israel (Jo 1.45), viveu como camponês e trabalhou em uma profissão braçal.

Dizer que Jesus veio a esse mundo simplesmente para nos fazer ricos materialmente é no mínimo leviano, para não dizer herético.

Prosperidade verdadeiramente Bíblica envolve: Comunhão profunda com Deus, uma paz interior que vai além dos seus problemas, paz esta que o mundo não possui e não compreende, ter suas necessidades supridas por um Deus generoso. A simples presença de Deus produz isso em nossas vidas. E ainda que passemos por algumas privações e provações momentâneas, isso não significa necessariamente que estamos em pecado, ou que Deus nos desaprovou ou que perdemos a prosperidade. A verdadeira riqueza de um homem é mensurada espiritualmente. Somente o dono de todo o universo pode contabilizar o tamanho do tesouro que acumulamos no reino dos céus, tesouro esse que Ele mesmo nos dá por galardão, graça e bondade.

Aliás, a maior riqueza que um homem pode ter é a salvação em Cristo! Isso não tem preço tangível humanamente!

Para se ter uma ideia da magnitude da riqueza que os remidos em Cristo gozam é o fato de termos sido feitos co-herdeiros juntamente com ele, em todas as coisas (Rm 8.17). Dá para imaginar? Tudo o que o Pai legou por herança nós temos acesso em Cristo Jesus.

Esse fato é tão impressionante que pensar em tesouros terrenos é de uma pequenez absurda. Somos herdeiros do Reino dos céus e nesse Reino, ouro, prata e pedras preciosas não têm lugar de proeminência, ficam simplesmente ofuscados pelo brilho da real riqueza. A maior riqueza do Reino é a própria presença do Rei.

Quem sou eu

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Cristão Protestante. Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela FATEC (Unesp). Hoje trabalho como consultor em negócios imobiliários. Pós-graduado em Especialização em Estudos Teológicos, pela Mackenzie (CPAJ). Falo Inglês muito bem e espanhol porcamente. Sou muito bem casado e tenho dois filhos maravilhosos.

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