Ode ao Criador


Por Paulo Dib


A formosura de tua criação me encanta
Com assombro contemplo a grandeza
Com espanto vejo a singeleza
Que em tudo o teu amor acalanta

Em tudo se vê a tua bondade
Fértil é a terra onde o homem colocaste
O sustento nunca lhe negaste
A despeito do homem e sua infidelidade

Fizeste o homem para relacionamento
Em troca recebeste rebeldia
Cuja desobediência se tornaria doentia
Mas não negaste teu amor um único momento

O homem estragou a comunhão
Seus erros cegaram-lhe o entendimento
Cujo salário é o eterno tormento
Mas em amor proveste reconciliação

Em inigualável compaixão
Tomaste meu lugar, minhas mazelas sofreste
Pagaste o preço, por mim padeceste
E sem merecer recebi grande salvação

Ódio à religião

Por Paulo Dib


A  religião sempre está focada no fazer, na performance, em nosso desempenho. Religião inevitavelmente produz religiosidade, é uma ordem lógica. E a religiosidade sempre traz uma extensa lista sobre o que eu devo ou não fazer. Se eu “cumprir” todas as regras serei “aprovado e amado” por Deus. Se eu não "cumprir" todas as regras estou “frito”.

A religiosidade só pode nos conduzir invariavelmente a dois caminhos:

Caminho n.° 1 - ORGULHO – "Sim, eu consegui. Cumpri todas as regras. Sou melhor do que aqueles que não as cumprem. Agora Deus me ama! Mas fiz por merecer!"

Caminho n.° 2 - DESESPERO – "Eu não consegui, eu falhei. Tento seguir a religião, mas não consigo! É difícil demais para mim. Deus não me ama! Mas também, quem iria amar alguém que não consegue fazer nada direito."

O vídeo abaixo sintetiza bem o que estou dizendo, nas palavras do Pr Mark Driscoll.

Não estou aqui afirmando que não exista a religião verdadeira. Ela existe. No entanto a religião verdadeira não está em uma determinada denominação ou grupo, mas ela está em uma pessoa, tem nome de gente: JESUS CRISTO.

Você pode se perguntar, mas o que é religião então? Religião provém do latim religare, usado na Vulgata, que significa "prestar culto a uma divindade", “ligar novamente", ou simplesmente "religar". Mas religar o que? O homem caído ao seu Criador.

Jesus Cristo é o único que nos liga novamente à divindade . Somente Ele nos liga de volta ao Pai (Jo 14.6 – Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim). A isso chamamos de união mística onde, sendo Cristo Deus, nos uniu à divindade e agora, dele, derivamos vida verdadeira.

Enquanto a religião diz “faça isso” ou “não faça aquilo” a Verdadeira Religião, que é Jesus, diz “já fiz, já está pronto, já está consumado! Não há nada que você possa ou precise fazer”

Reflita nisso!




Gratidão pelas pequenas coisas

Por Paulo Dib

Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessalonicenses 5.18)



Fácil de dizer, difícil de se fazer.

É impressionante como o ritmo da vida “moderna” prejudica a nossa capacidade de contemplar o cotidiano, de contemplar o simples, as coisas corriqueiras, que são ordinárias, mas que nem por isso deixam de ter a sua beleza e importância.

Nesses últimos dias em que estive gozando merecidas férias, eu pude me “desligar” um pouco da correria e do stress diários e pude parar um pouco para refletir sobre muitas coisas. Uma delas é como o ser humano tem a latente capacidade de ser INGRATO (Infelizmente não posso me incluir fora dessa). É algo inerente ao homem que teve a imagem do Criador manchada pelo pecado.

Mesmo aqueles que estão remidos em Cristo, vezes ou outras acabam sendo ingratos, mesmo porque a obra do Espírito Santo em nós não está completa, no sentido de que ainda não somos tudo aquilo que haveremos de ser (1 Co 13.9-12). Não fomos ainda glorificados (1 Co 15.42-44 e 51-54).

O homem, por natureza tem uma insatisfação dentro de si. Um exemplo simples disso foi o povo de Israel peregrinando no deserto por 40 anos. O povo foi retirado do Egito de forma maravilhosamente fantástica e pouco tempo depois já estava reclamando. Aquela multidão recebia todas as manhãs alimento fresquinho vindo do céu, não era necessário esforço, somente recolher aquilo que Deus enviara. Mas o que aconteceu? Não demorou muito e o povo já estava murmurando novamente, com saudades das cebolas e dos alhos do Egito (Nm 11.5) e desejoso por comer carne (Nm 11.18-20).

Com o homem moderno as coisas são ainda piores, sua alma parece clamar diuturnamente “quanto mais tenho, quanto mais quero! Ainda não estou saciada!”

E fico a me perguntar, onde está a gratidão?

Gratidão pela chuva, mesmo quando estamos com pressa ou quando estamos na praia esperando pelo sol.

Gratidão por nossas roupas, mesmo que não sejam da “última moda”. Gratidão por podermos caminhar, respirar, falar, fazer relacionamentos.

Gratidão por poder tomar banho, e fazer isso sozinho. Pode parecer loucura ou exagero, mas há pouco tempo atrás me peguei agradecendo a Deus por poder tomar banho! Não só pelo fato de possuir água encanada e quente, mas por poder me banhar sozinho. Eu nunca havia pensado sob essa perspectiva, até ver o meu recentemente falecido cunhado necessitar de três enfermeiras para lhe dar banho na cama.

Aquilo foi algo que abriu os meus olhos. Vi que durante minha vida toda nunca havia agradecido a Deus pelos meu banhos diários. Quanta ingratidão!

Proponho a mim mesmo um desafio este ano. Ser mais grato a Deus, pois absolutamente tudo o que sou e tudo o que tenho veio de suas mãos generosas. Convido você também, caro leitor, a se auto desafiar e agradecer ao Pai por coisas que para esse mundo podem parecer sandices, como por exemplo ver o riso de uma criança, comer algo diferente ou comer o mesmo de ontem requentado.

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Cristão Protestante Reformado, membro da 1.ª IPI - Limeira-SP. Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela FATEC (Unesp). Hoje trabalho como consultor em negócios imobiliários. Pós-graduado em Especialização em Estudos Teológicos, pela Mackenzie (CPAJ). Falo Inglês muito bem e espanhol porcamente. Sou muito bem casado e tenho dois filhos maravilhosos.

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