Graça de Deus

Por Paulo Dib

O que vem a ser GRAÇA?

Muitos teólogos ainda não chegaram a um consenso sobre o real significado de GRAÇA. Se buscarmos no Léxico Grego, veremos que GRAÇA é a tradução de χαρις [charis], que num sentido mais direto significa favor, generosidade.

GRAÇA divina, ampliando a sintaxe de charis, significa favor imerecido, generosidade sem tamanho. Ampliando um pouco mais, no tocante à salvação, temos charis por graça ou favor concedido a alguém que, além de não merecer, era considerado inimigo do Ofertante do Favor (Rm 5.10).

Nisso temos um breve vislumbre da GRAÇA de Deus por nós, que decidiu nos amar desde a eternidade e, mesmo sabendo de nossa condição, graciosamente nos proveu a salvação em Jesus Cristo.

No entanto, a GRAÇA de Deus vai muito além de definições teológicas, vai muito além da soteriologia, vai muito além da nossa limitada compreensão.

A GRAÇA, vinda de Deus, é muito mais do que palavras, antes ela é demonstrada em atitudes, a começar pela atitude tomada por Jesus na cruz do calvário, se entregando em nosso favor. A GRAÇA é encontrada no momento em que o Espírito Santo convence um pecador do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

A GRAÇA é prática quando Jesus resgata um perdido, socorre um aflito, cura um enfermo, restaura uma família. Ele não precisa fazer nada disso. Em sua condição divina Ele é totalmente independente de sua criação, e não há nada que a sua criação possa acrescentar a Ele.

E é exatamente aí que reside a charis de Deus, Ele NÃO precisa fazer nada por nós, mas Deus é amor e amor é decisão. A decisão do Senhor foi a de nos amar e ofertar a salvação e o seu favor.

Em palavras é difícil demonstrar essa GRAÇA. Como eu disse anteriormente a GRAÇA é prática, por isso separei esse breve vídeo que exibe algumas ações práticas do Deus gracioso a quem me refiro.
 

Filho do Hamas - Indicação de Leitura

Por Paulo Dib


Deixo aqui recomendado aos meus queridos leitores o livro “Filho do Hamas”. Recomendo não só como uma leitura descontraída ou para se conhecer um pouco melhor as questões do Oriente Médio, mas recomendo esse livro para todos aqueles que se dizem cristãos.



Numa linguagem simples, porém em uma narrativa envolvente, Mosab Hassan Yousef nos mostra sob o olhar de quem viveu dentro do conflito, facetas que não conhecemos do conflito entre palestinos e israelenses.

Em “Filho do Hamas” encontramos:

Intrigas.
Sofrimento do povo palestino.
Obrigações religiosas sufocantes.
Opressão ao povo de diversas facções, entre elas o Hamas.
Corrupção e hipocrisia dos líderes de facções islâmicas.
Intolerância proveniente das duas partes envolvidas no conflito.

Uma leitura que além de envolvente e emocionante, abre também os nossos olhos para esquecermos religiosidades e métodos humanos e entendermos que Deus, além de amar palestinos e judeus, Ele age naquele lugar tão conflituoso, e manifesta sua graça e salvação em um lugar, aos olhos humanos, pouco provável. Principalmente se levarmos em consideração a posição que Mosab ocupava dentro do Hamas, uma das facções islâmicas mais influentes no mundo.

Fica aí a dica.

Salmo 19 - Breve Análise

Por Paulo Dib
 
Faço aqui uma breve análise do Salmo 19. De todos os Salmos, esse é um dos meus favoritos, pois mostra a grandeza e a soberania de Deus sobre todas as coisas criadas.

A criação, sem expressar uma palavra sequer aponta para a Grandeza do Criador. De forma inaudível canta louvores ao Senhor de todo o universo.

1.Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.


Ao simplesmente olharmos para o céu acima de nossas cabeças já temos uma colossal declaração da glória de Deus, pois quem seria capaz de criar algo de tamanha magnitude? Qual ser teria condições de fazer incontáveis planetas, estrelas, corpos celestes e galáxias sem fim?

Somente aquele que é eterno e possui os atributos da Onipotência e Sabedoria teria tais condições!

Os versículos de 2 a 6, de maneira poética, nos falam de como a criação, incessantemente louva ao Senhor. O simples existir da criação mostra a grandiosidade do Criador.

A Contagem do tempo, dias e noites, que se dá de maneira natural e silenciosa mostra o cuidado do Pai para com suas criaturas, visto que seria impossível a existência de vida caso não tivéssemos dia e noite, estações e chuvas.


2. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.

3. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.

4. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,

5. O qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho.

6. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor.


Nos quatro versículos seguintes (7-10) nós podemos observar a natureza de Deus assim como os benefícios e valores de Sua Palavra.

7. A lei do SENHOR é perfeita, e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel, e dá sabedoria aos símplices.

Aqui a lei é um termo geral para a vontade revelada de Deus, cujo objetivo é direcionar o homem a um correto relacionamento com Ele.

O Testemunho do Senhor se refere à veracidade da Palavra que nos dá um testemunho fiel de seu caráter. O estudo desta Palavra produz vida no interior de quem a recebe e sabedoria para um viver santo.

8.Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro, e ilumina os olhos.

Os preceitos são regras específicas a respeito da vida em retidão, vida esta que é uma alegria para aqueles que foram justificados. Nossos olhos são abertos pela pureza dos mandamentos de Deus.

9. O temor do SENHOR é limpo, e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.


A forma mais eficaz de cumprirmos os preceitos e mandamentos do nosso Pai é através do temor do Senhor. Lembrando que temor, em hipótese alguma, se refere a termos medo de Deus, mas sim de termos uma posição de retidão em amor. Temor consiste em aborrecer o mal (Pv 8.13), em outras palavras, “significa termos permanentemente para com o pecado a mesma atitude que Deus tem1 , intolerância, sem concessões.


10. Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.

Para o ímpio pode parecer um jugo guardarmos os mandamentos de Deus, mas para aqueles que são gratos pela salvação e compreendem o senhorio de Cristo sobre suas vidas é algo abundantemente prazeroso.

11.Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.

Embora a recompensa não deva ser a nossa motivação em guardarmos os mandamentos do Senhor, é liquido e certo que há recompensa para aqueles que andam retamente.

12. Quem pode entender os seus erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.

O crente sincero de coração tem o temor do Senhor dentro de si, procurando amar a Deus de toda a alma e entendimento. No entanto, pelo fato de ainda estar nesta terra e ser imperfeito, o crente pode estar em desobediência à vontade de Deus sem ter ciência de tal fato. Daí a necessidade de se buscar o perdão por pecados que estejam ocultos.

Ressalve-se ainda o fato de somente aquele que é Onipresente e Onisciente tem a capacidade e a retidão moral de julgar os nossos erros.


13. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhorie de mim. Então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão.

O crente sincero busca também um coração reto, livre da soberba. E, infelizmente, como é fácil a soberba aparecer, mesmo nas pequenas coisas! Ela vem de mansinho e, se não tomarmos as devidas precauções (humildade), ela certamente se assenhorará de nosso coração e nos afastará de um relacionamento sincero com o Pai.


14. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, Rocha minha e Redentor meu!

A forma mais justa de reconhecermos e agradecermos a Deus pela obra da salvação consiste em clamarmos sempre ao Senhor, para que Ele mantenha nosso coração, nossas palavras e nossas vidas livres da inclinação ao pecado e agradáveis a Ele. Nossos sentimentos e pensamentos, ou o nosso meditar no coração e a reflexão em nossa mente devem ser aceitáveis a Deus.

1. Dawson, Joy - Intimidade com Deus no Temor do Senhor

Posicionamento cristão nas eleições

Por Paulo Dib

Quero apenas lembrar aos meu amados leitores da importância de nosso posicionamento quanto às eleições que se aproximam. É de vital importância o nosso bom siso nessa hora, visto que por pelo menos 4 anos (senadores legislam por 8 anos) vamos ser representados por aqueles que se elegerem.

Como povo de Deus nós não podemos nos omitir de nossas responsabilidades. É nosso dever fazer a diferença em todos os aspectos, inclusive na política. Não estou com isso defendendo partido A, B ou C, nem mesmo algum candidato em particular. O que eu defendo é um posicionamento político sadio, centrado em ideias e propostas. Chega de rifar o voto! Chega de votar em branco!

Conheça os partidos, conheça os candidatos e suas propostas, assista ao horário político (por mais chato que seja, mesmo tendo que aturar Tiririca e cia ltda.). Veja quais candidatos estão comprometidos com obras sociais. Veja quais partidos possuem propostas que não são contrárias à Palavra de Deus. Pesquise para descobrir se você não está votando em alguém que é a favor do aborto ou que defenda que o homossexualismo não pode ser contestado ou contrariado.

Fique atento! Há candidatos e partidos que são pró aborto, pró homossexualismo e pró cerceamento do evangelho, proibindo que o mesmo seja pregado em qualquer lugar.

Abaixo deixo um vídeo do Pr. Paschoal Pirangine Jr, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, alertando sobre posicionamentos governamentais pró aborto. Assista e tome suas próprias conclusões.


http://www.youtube.com/watch?v=XfvKoas-wYU&feature=related

Pés sujos (Um conto)

Reproduzo a seguir, na íntegra um texto do Prof. Igor Miguel intitulado Pés sujos.
Um conto maravilhoso na forma de expressar uma triste realidade. Um retrato bem feito, mas uma foto já embotada, infelizmente.

Digo embotada, porque não é de hoje que nos deparamos com as mais diversas mazelas ao nosso redor e, muitas vezes, não assumimos nosso papel como Sal e Luz.


Por Igor Miguel

Um menino passou correndo com seus pés preto de um chão cheio de fuligem da poluição. O chão ao menos é sujo, quanto ao coração do menino, bem pode ser que seja límpido.

La vai ele, como corre, olha para um lado e para o outro, ante o frenético movimento dos carros barulhentos. Ansioso, cruza a rua, uma motocicleta quase o pega, o motoqueiro buzina estridentemente.

Ele chega. Pega sua caixa de papelão cortada e adaptada com um pedaço de arame, faz uma caixa onde organiza de forma atraente doces e pastilhas de hortelã. A caixa me parece de sabão em pó.

Com a mesma agilidade, ao sinal vermelho, percorre os carros, exibindo seu mostruário, carro após carro, contando com a sensibilidade e o interesse dos motoristas por suas balas baratas, mas gostosas, como dizia.

Um "sim" aqui, moedas ali, mais "não" do que "sim", acaba vendendo mais do que se esperava. Em sua bermuda, um tanto surrada e suja, em um bolso mole, sambam pratinhas aos montes.

Se orgulha de seu lucro, exibia para seu amigo malabarista. La vai ele!

Corre, põe a caixa na cabeça e de novo, de pé ainda mais sujo, volta para o lado de cá, cruza os carros, para por onde os pedestres se concentram. Eles se afastam, olham-no com uma visão precavida, damas seguram firme suas bolsas. Ele vai rindo, como debochando e assumindo o poder que lhe atribuíam.

Chega em sua casa, com porta de MDF velha. Mitico, uma vira-lata de pelo branco e um "tapa-olho", um verdadeiro pirata, pula de alegria. Ele brinca e ri e ouve uma voz enfurecida de dentro de casa... era o namorado de sua mãe.

Correu, olhou e lá estava ele. Com olhos avermelhados, trôpego, macho, violento, valente e bêbado. Olhou para o menino, carregado de raiva, gritando, dando ordens, para que desse o dinheiro das balas. O menino o encarou colocando a mão no bolso e disse não. Pois o dinheiro era para o remédio da mãe.

Sua mãe padecia em leito, cirrose hepática, sofria as agruras de estar à margem da sociedade. Ele, o pequeno jovem dos pés sujos, a defende como um grande homem, mas o namorado de sua mãe insiste e sugere um espancamento. Lhe defere um golpe, mas ele reage, vira-se como um gato e consegue escapar. O homem lhe segue pra fora e lá, ao cruzar a rua, o menino vê um ônibus e grita para o homem tomar cuidado, mas seu berro não chegou ao cérebro do bêbado a tempo por efeito letárgico do álcool.

Mitico late sobre o corpo ensanguentado. Os outros moradores do condomínio, como chamavam o emaranhado de barracos debaixo do viaduto, chegam-se como curiosos ante a cena do menino que chora.

Não o odiava a este ponto, pensara na possibilidade de tê-lo por pai. Sentia um misto de pena e culpa. Sua mãe, grita se apoiando na parede de concreto, em prantos, acusava o menino, perguntando o que fez.

O menino chorava e corria, corria muito. Correu tanto que perdeu o caminho de casa, perdeu-se entre as pedras da cidade, perdeu-se entre os muros e o cheiro de urina das marquises. Perdeu-se no tempo e no espaço, foi absorvido, pelos olhares que o ignoravam. Perdeu-se ante os vidros fechados dos carros sob o hálito do ar condicionado levando meninos bem arrumados indo pra escola. Perdeu-se de casa, perdeu-se na vida sombria. Perdeu-se na impureza de seus pés sujos. Virou fuligem...

O Deus verdadeiro afronta os deuses desta terra

Por Paulo Dib


A pregação do culto de domingo (aliás, que culto maravilhoso), santa ceia, me inspirou a escrever este post compilando um breve estudo sobre como Deus confrontou os deuses do Egito em cada uma das pragas desferidas contra aquela nação, descrita no livro de Êxodo.


Num paralelo rápido, domingo o Bp. César, dirigido pelo Espírito Santo, ministrou a respeito de Deus derrubar e envergonhar os deuses desta terra.


Palavra de juízo: “todos os deuses irão falhar. Tudo aquilo em que você coloca a sua confiança, ao invés de Deus irá falhar... Dinheiro, poder, status, emprego, empresa, pessoas, pastor, religião, não importa. Tudo irá falhar para demonstrar que a nossa confiança deve estar somente no Deus verdadeiro”.

Foi exatamente o que ocorreu no Egito, tudo aquilo que eles confiavam falhou. Todos os deuses cultuados falharam, foram envergonhados, se mostraram totalmente incapazes de socorrer aquele povo idólatra diante da ação do Todo-Poderoso.

O texto de Êxodo declara que o confronto entre Moisés e o faraó é, na verdade, a luta entre o Deus verdadeiro, Jeová, e os deuses falsos do Egito (Êx 12.12 / 15.11 / 18.11). O Senhor colocou Moisés “por Deus” (representativamente), para que pudesse se opor ao faraó em pé de igualdade, já que o cargo de faraó era a expressão física do deus sol Aton, ou Rá (Êx 7.1).

Muitos estudiosos identificam divindades específicas como alvos de cada uma das dez pragas. O fato é que ao executar as pragas, especialmente ao escurecer o sol no Egito e interromper o ciclo faraônico de divindade com a praga da morte, Deus se apresentou como Senhor dos egípcios.
O quadro abaixo demonstra o comparativo entre as pragas e as divindades atingidas:


As pragas e os deuses do Egito
Nilo transformado em sangue

Êx 7.14-25
Knum – guardião do Nilo;
Hapi – Espírito do Nilo

Rãs

Êx 8.1-15
Hect – com forma de rã, deus da ressurreição


Piolhos

Êx 8.16-19
Leb – deus da terra


Moscas

Êx 8.20-32
Quepara – deus besouro
Morte dos Rebanhos

Êx 9.1-7
Hathor – deusa-mãe; com forma de vaca
Apis – Touro do deus Pita; símbolo de fertilidade
Feridas Purulentas

Êx 9.8-12
Imotepe – deus da medicina
Granizo

Êx 9.13-35
Nut – deusa do céu
Ísis – deusa da vida
Set – protetor da colheita
Gafanhotos

Êx 10.1-20
Ísis – deusa da vida
Set – protetor da colheita
Trevas

Êx 10.21-29
Rá, Aten, Atum, Hórus – todos deuses do sol
Morte dos primogênitos

Êx 11.1-12
A divindade de faraó: Osíris, o doador da vida

"Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!" (Jr 17.5)


"Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim." (Isaías 46.9)


Somente ao SENHOR a glória, o louvor e a adoração. Confia, óh minha alma no SENHOR da tua salvação.

Patriotismo ou Idiotismo?

Por Paulo Dib

Mais uma Copa do Mundo de Futebol, quanta alegria, quanta animação no ar, quanto patriotismo! Ou seria melhor dizer idiotismo?

Isso mesmo caro leitor, idiotismo! E que me perdoem aqueles que pensam diferente disso. Mas em minha opinião torcer pela seleção brasileira não é demonstração de patriotismo genuíno.

Eu torço contra a seleção brasileira de futebol, e ponto! Não vejo a hora de acabar logo com essa palhaçada de parar o país inteiro por causa de 11 tontos correndo atrás de uma bola. Aliás, tontos não, pois esses ganham milhões para isso, tontos são os que param tudo o que estiverem fazendo para vê-los, para torcer pela seleção, para até brigar se preciso for.

Essa paralisação de trabalho não atrapalha só o meu negócio, mas a economia como um todo (Exceto emissoras de TV, Fábricas de Cerveja e Fábricas de TV). São horas de trabalho perdidas, são oportunidades perdidas, pois tudo para. O que o povo não se dá conta é que o Governo não para de cobrar impostos, que os políticos corruptos não param de roubar durante a Copa do Mundo.

Torço contra porque torcer pela seleção não é demonstração de patriotismo, mas demonstração de idiotismo e fanatismo, fanatismo este fomentado pela Globo que lucra alto com isso. É fanatismo e não patriotismo, porque se esse povo fosse realmente patriota ele defenderia seu país com a mesma foça e entusiasmo com que torce pela seleção.

Se houvesse patriotismo o povo se lembraria em quem votou nas eleições passadas, sairia às ruas para protestar contra a corrupção, e principalmente não ficaria xingando o país o ano todo, dizendo que esse país é um lixo, que só tem ladrão, que nada funciona, que nada vai pra frente! Se o povo fosse realmente patriota não haveria sonegação de impostos, jeitinho brasileiro pra tudo, lei de Gérson e pequenas falcatruas do dia a dia, como por exemplo, estacionar "rapidinho" em vaga reservada para deficiente físico.

Não sou perfeito e nem sou o melhor exemplo de patriotismo, mas não concordo com essa palhaçada que é vendida pela mídia. Prefiro pensar diferente da maioria e me reservar o direito de não ser igual a todo mundo, de não torcer pela seleção. 

Eu não comemoro o Dia dos namorados, mas comemoro minha namorada!

Por Paulo Dib

Eu NÃO comemoro o dia dos namorados, e ponto final.

E não pense você, caro leitor, que eu não seja romântico ou que eu não expresse de forma romântica o meu amor. Muito pelo contrário. Porém eu não comemoro o dia dos namorados, principalmente por aquilo que ele representa e da forma como ele é vendido.

Nos moldes atuais é mais uma data comercial como o Natal, a Páscoa ou o dia das mães. Felizmente não tão travestida de Comemoração Cristã como as celebrações atuais do Natal e da Páscoa, mas ainda sim com um pseudo fundo “Cristão” (e bota aspas nisto!).

Para quem não sabe o Dia dos namorados ou Valentine's Day surgiu a partir da comemoração feita a um “santo” católico:
A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.
O bispo Valentim lutou contra as ordens do imperador Cláudio II, que havia proibido o casamento durante as guerras acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.
Além de continuar celebrando casamentos, ele se casou secretamente, apesar da proibição do imperador. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Diz a lenda que, enquanto aguardava na prisão o cumprimento da sua sentença, ele se apaixonou pela filha cega de um carcereiro e, milagrosamente, devolveu-lhe a visão. Antes de partir, Valentim escreveu uma mensagem de adeus para ela, na qual assinava como “Seu Namorado” ou “De seu Valentim”.
Considerado mártir pela Igreja Católica, a data de sua morte - 14 de fevereiro - também marca a véspera de lupercais, festas anuais celebradas na Roma antiga em honra de Juno (deusa da mulher e do matrimônio) e de Pan (deus da natureza). Um dos rituais desse festival era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes caminhavam pela cidade batendo em todas as mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade.

Que ótimo, não? A comemoração surgiu a partir de um “santo” que se casou, foi preso por isso e dentro da prisão se apaixonou por outra mulher! Que linda história de amor! Que princípios cristãos de amor e fidelidade ao matrimônio! E para completar o dia original de celebração marca as vésperas de uma festa pagã da Roma Antiga.
Esse é então o primeiro motivo pelo qual eu não comemoro o Dia dos Namorados, ou seja, a origem totalmente pagã de tal celebração.

O segundo motivo é todo o apelo comercial inerente à data. Os únicos interesses expressos neste dia são os de vender presentes e cartões, e o de “conquistar o coração da pessoa amada” através de presentes (de preferência bem caros).

Que amor mais materialista! Busca-se conquistar o coração do(a) pretendente através de uma barganha. Por meio de uma permuta vil: “Eu te dou um presente caro e em troca você me ama”.

O pior é que a imensa maioria aceita esse tipo de permuta! É claro que amor neste caso é apenas o Eros (com apelo unicamente erótico), e muitas vezes nem amor Eros, mas simples “paixão ardente”, ou desejo de não ficar sozinho, ou ainda busca por sexo somente.

Eu não vejo isso como expressão de amor (verdadeiro) ou romantismo. Que me desculpem os que não pensam assim! Para mim não passa de uma comemoração vazia, materialista, sem expressão de amor verdadeiro, e que ainda por cima causa angústia e depressão em pessoas que estejam solteiras.

Antes que você me pergunte se eu sou contra o amor Eros ou se não demonstro meu amor e afetividade, se eu sou frio, de antemão já respondo: NÃO!

Não se esqueça do título deste post: Eu não comemoro o Dia dos namorados, mas comemoro minha namorada!

Eu comemoro o presente que é ter minha namorada (minha esposa) ao meu lado todos os dias. Sou grato a Deus por poder dormir e acordar todos os dias ao lado da minha amada namorada, que embora seja minha esposa, ainda sim é minha namorada, sempre.

Dou beijos, faço carícias, afagos, dou presentes fora de datas e sem motivo nenhum. Confidencio os mais profundos segredos. Dou abraços apertado. Desfruto sua companhia.

Eu comemoro minha namorada e o faço com minha namorada! Sempre que posso. Não preciso de uma data específica para fazer isso. Apenas faço, com liberdade e amor, sem necessidade de trocas materiais.

O Código da Inteligência – Indicação de Leitura


Quero deixar aqui mais uma indicação de leitura, livro pelo qual fiquei apaixonado. O Código da Inteligência, de Augusto Cury.

E antes que você, caro leitor, diga: “Um livro de auto-ajuda? Blahhh..”, deixe me dizer de antemão que este não é um livro de auto-ajuda, embora nos ajude muito em nosso desenvolvimento pessoal e psíquico. Como o próprio autor faz questão de enfatizar, O Código da Inteligência é um livro de ciência aplicada, no caso psiquiatria. A única diferença é que ele foi escrito em linguagem simples, ao alcance de todos.

O Dr. Augusto Cury discorre de forma muito interessante a respeito da inteligência humana e do processo de formação dos pensamentos no âmago do cérebro. Faz uma distinção muito justa entre Q.I. e Inteligência, mostrando (e nisso eu já acreditava) que um é totalmente diferente do outro. Além de mostrar a raiz de muitos transtornos psíquicos.

O que mais me fascinou neste livro de psiquiatria é que, embora ele somente utilize conceitos psiquiátricos, esses conceitos já estavam descritos na Bíblia há mais de 2.000 anos. Em linguagem não-científica, é claro, mas já estavam lá, como por exemplo o perdão. Jesus nos ensinou a perdoar e nos mostrou a importância disso, principalmente no tocante à salvação (visto que Ele perdoou nossos pecados). Quem não perdoa o seu ofensor fica espiritual e emocionalmente “preso”. E Cury, através da psiquiatria nos mostra isso da seguinte maneira: Se nós não perdoarmos um ofensor e ao invés disso tentarmos esquecê-lo, nós simplesmente estaremos presos à essa pessoa. Quanto mais tentarmos esquecer tanto o ofensor quanto a ofensa, mais o nosso córtex cerebral vai nos fazer lembrar do mal sofrido. Em outras palavras, enquanto não resolvermos a pendência não teremos paz.

Um outro ponto interessante abordado no livro é a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado), causada principalmente pelas emoções flutuantes, pensamentos antecipatórios, excesso de compromissos, tornando a vítima de SPA hiperpensante. O excesso de pensamento faz uso excessivo da memória o que acaba gerando desgaste físico e mental, estresse e, por incrível que pareça, bloqueio da própria memória. Esse bloqueio se dá devido à seletividade que o cérebro faz da memória para que a nossa mente não fique congestionada de pensamentos e entre em colapso.

SPA é o que mais vemos nessa sociedade “moderna” e caótica. Pessoas que têm acumulado em suas mentes cada vez mais informações, tarefas e compromissos, tudo em nome da competitividade e do sucesso material.

Cury mostra também algumas armadilhas da mente que impedem o desenvolvimento da inteligência, são elas
1) O Conformismo
2) O Coitadismo
3) O medo de assumir erros
4) O medo de correr riscos

E, por fim, decifra aquilo que ele entitulou de códigos da inteligência, sendo que boa parte deles já estavam descritos na Bíblia, mas isso eu vou deixar para você descobrir com a leitura do livro.
Mais uma vez eu recomendo, vale mesmo a pena.

A Docência Bíblica e o Mestre

Por Paulo Dib

A docência ou o ensino, sempre estiveram presentes ao longo da narrativa bíblica. De certa forma isso é algo natural se levarmos em conta que o objetivo maior da Palavra é a revelação de Deus aos homens.

A Bíblia é um livro repleto de ensinamentos, do princípio ao fim. Ensinamentos sobre Deus, ensinamentos sobre como vivermos uma vida santa, ensinamentos a respeito de Jesus Cristo, nosso salvador e ensinamentos de como vivermos de maneira sábia e agradável a Deus.

Com tantos ensinamentos fez-se necessário a presença de “mestres” que, capacitados por Deus, ensinassem ao povo o conteúdo de toda aquela revelação.

Muitos são os exemplos de mestres no ensino da Palavra, como Esdras, Neemias, Fariseus contemporâneos a Esdras, alguns rabinos nos tempos de Jesus e, na minha opinião, o maior mestre no ensino de que temos notícia, o Apóstolo Paulo. Quando digo o maior mestre é claro que não estou levando em consideração o Senhor Jesus, o Mestre dos mestres, me atenho aos homens comuns que foram usados por Deus no ensino de Sua Palavra.

A princípio para alguns pode parecer estranho eu mencionar os Fariseus como bom exemplo de ensino. A imagem formada a respeito de um fariseu é sempre daquele indivíduo extremamente religioso e frio dos tempos de Jesus. Porém, o que muitos não sabem, é que os Fariseus foram sim grandes mestres e foram de suma importância para a vinda do Messias.

Foram os Fariseus, a partir da época de Esdras e da construção da primeira sinagoga, que foram os responsáveis por fazer cópias dos livros sagrados e difundir o ensino nas sinagogas. Todos os sábados o povo se dirigia às sinagogas para ser instruído, ouvir sobre a lei e sobre as profecias de Deus para Israel.

Durante aproximadamente 400 anos foi assim em Israel, de maneira que, até a vinda do Messias, o povo já conhecia muito bem a Palavra e as profecias a Seu respeito. Se não fosse o ensino dos Fariseus, por certo o povo não saberia a respeito do Messias, não saberia que ele haveria de vir, nem mesmo saberia qual seria o seu papel redentor.

É claro que nos dias de Jesus a maioria dos fariseus havia se tornado apenas um grupo de homens religiosos, ultraconservadores e que impunham jugos religiosos sobre o povo, no entanto, não podemos jamais desprezar a sua importância no ensino da Palavra.

Esdras era um fariseu e foi o principal responsável pela formação do Canon do Antigo Testamento, bem como da construção da primeira sinagoga em Jerusalém.

Neemias fez erigir os muros de Jerusalém e realizou importantes reformas religiosas exercendo papel fundamental na fixação da lei mosaica. Neemias é identificado, em um hagadá, com Zerubabel, nome considerado como um epíteto de Neemias, e indicativo de que ele teria nascido na Babilônia ("Zera' + Babel"; Sanh. 38a). Juntamente com Esdras ele marca a primavera da história nacional do Judaísmo (Cant. R. ii. 12). Um certo mishná teria sido declarado pelas autoridades rabínicas como originário da escola de Neemias (Shab. 123b).

Paulo, porém, foi o mais notável mestre. A começar por sua educação em duas culturas (grega e judaica). Recebera também ensino rabínico e, conforme a Palavra mesmo nos mostra, foi ensinado “aos pés de Gamaliel”. Gamaliel, para quem não sabe, era um dos maiores mestres da Torá daqueles dias, líder dentre as autoridades do Sinédrio.

Estar aos pés de Gamaliel, ou seja, ser um discípulo deste Raban, não era para qualquer um. O candidato a esse discipulado, de antemão já deveria conhecer muito bem a Torá.

A esta altura, caro leitor, você deve estar indagando: “O que envolvia ser um discípulo deste mestre?”. Pois bem, referente a esse treinamento Dov Zlotnick, professor titular do Seminário Teológico Judeu da América, escreveu: “A exatidão da lei oral, portanto, a sua confiabilidade, depende quase que inteiramente do relacionamento entre mestre e discípulo: do cuidado do mestre no ensino da Lei e da presteza do discípulo em aprendê-la… Por isso, instava-se com os discípulos a sentar-se aos pés dos eruditos… ‘e beber as suas palavras com sede’.” – Avot 1:4, Mishnah.

O apóstolo Paulo recebeu, portanto, uma ótima educação e, essa educação aliada ao dom de ensino que Deus havia concedido a esse homem, fizeram dele, depois do Senhor Jesus, o maior responsável pela propagação do evangelho. Suas epístolas formam uma seção fundamental do Novo Testamento e servem de base até os dias de hoje para a doutrina da Igreja.

De maneira que o exercício do ministério de mestre ou doutor é de suma importância para a doutrinação da Igreja de Cristo e para a edificação de todo o corpo.

Infelizmente, nos dias de hoje, pouco se vê dentro das igrejas pessoas que realmente exerçam este tão honrado ministério. Mesmo aqueles que têm este dom muitas vezes o relegam a um segundo plano e acabam por almejar outros cargos/títulos de maior notoriedade entre os homens, como por exemplo, Pastor, Apóstolo, Missionário ou Evangelista. A própria Igreja muitas vezes não reconhece tais mestres ou não lhes confere a atenção e honras devidas.

O ministério quíntuplo (Ef 4.11) deve ser exercido em sua totalidade, pois o Corpo necessita de igual maneira dos Apóstolos, dos Profetas, dos Evangelistas, dos Pastores e também dos Mestres. Cada um exerce papéis importantes e distintos dentro do corpo. Por mais que um pastor possa ser conhecedor da Palavra e dedicado ao seu estudo, o seu principal ofício é o apascento das ovelhas. Da mesma forma os Apóstolos, Profetas e Evangelistas possuem outras atribuições primevas em seus ministérios. Somente o Mestre tem por principal atribuição o ensino.

Pela excelência do dom, ninguém ensina da maneira que um Mestre faz. Ninguém consegue ensinar seus discípulos com tanta facilidade quanto o Mestre. É algo inerente a esse ministério a facilidade para ensinar e o carisma para cativar seus alunos a ter sede de aprender.

Para encerrar esse breve post, deixo aqui uma oração, para que Deus levante cada vez mais Mestres dentro da Igreja. Homens e mulheres que não se importam com notoriedade ou reconhecimento humano, mas se importam em fazer a vontade do Pai e têm prazer em ensinar, em compartilhar aquilo que de graça receberam. Oro também para que a Igreja de Cristo abra os seus olhos e aprenda a reconhecer e honrar seus mestres, pois o ensino depende deles.

Panorama do Antigo Testamento



Aos meus queridos leitores e aos meus amados alunos da MMF disponibilizo a apostila da aula "Panorama do Antigo Testamento".

Basta clicar no link abaixo:



Para quem estiver interessado no vídeo do documentário apresentado em aula, aqui vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=wv3k-SGQ2nc
(Obs.: Esse é o link da parte 1, os outros estão em sequência na página do youtube) 


Façam bom proveito e  tenham bons estudos!!

O Primeiro Amor

Por Paulo Dib

O Primeiro Amor.... ah, o Primeiro Amor! Que delícia!

Não, querido leitor, não estou me referindo à minha primeira paixão pueril. Àquela pela qual todo adolescente passa cedo ou tarde.
Me refiro ao primeiro amor de quando nos encontramos verdadeiramente com Deus. De o quanto ficamos "enamorados" com o nosso noivo, Jesus. Da alegria eletrizante e contagiante de quando somos batizados pelo Espírto Santo.

Tal qual a paixão juvenil, penso eu que essa experiência do Primeiro Amor deveria ser algo "obrigatório", algo que todos deveriam passar naturalmente. Pense como seria o mundo se todas as pessoas, ao menos uma vez na vida, tivessem a impactante experiência do Primeiro amor! Seria um lugar bem melhor, tenho certeza.

O que me inspirou nesta manhã de domingo a falar sobre essa temática foi o contato com um cliente recém saído dos enganos da Maçonaria e recém enamorado por Jesus. É tão nítido ver o brilho em seu olhar e as transformações que Jesus e seu amor já operaram na vida deste homem, que o meu coração se alegrou e mais uma vez se encheu de esperança.

É bonito e ao mesmo tempo um pouco engraçado ver uma pessoa em seu primeiríssimo amor com Deus. Ela só fala de Deus e de Sua Palavra, só conta bênçãos, quer orar a todo tempo, participa de qualquer programação na Igreja (não é difícil você encontrar um jovem rapaz em meio a uma reunião para a terceira idade).

O triste é que após um ou dois anos desse encontro impactante o amor de muitos começa a esfriar. A alegria já não é mais a mesma, a motivação e o entusiasmo já não são os mesmos, a "novidade acabou", por assim dizer. As pessoas acabam por se acostumar com o amor de Deus, com a presença de Deus, com a sistemática dos cultos, com a liturgia da igreja onde ela está inserida, com as bênçãos e tudo passa a ser "comum".
Começa a surgir em alguns o ativismo religioso, se preocupando apenas em fazer, em realizar obras. Em outros começa a despontar um espírito crítico do tipo: "seria melhor se o pastor fizesse assim, e não assado", "o culto demora muito a acabar", "não vou ao culto hoje... está muito quente e a igreja não tem ar condicionado", "não estou com vontade de orar hoje", e por aí vai.

Penso eu ser esta fase algo normal e inevitável. Tal qual em um casamento, após a lua-de-mel, o dia-a-dia passa a não ter o brilho tão intenso de outrora. Porém, como em um casamento, nós devemos sempre buscar renovar o nosso amor e ter outras luas-de-mel, o mesmo deve se dar com nossa vida espiritual.
Temos de nos reciclar, buscar renovo em Deus, de tempos em tempos pararmos para refletir a respeito de nossa conduta em relação a Deus. Se nessa análise, com o auxílio do Espírito Santo, encontrarmos ativismo religioso, espírito crítico, frieza, apatia e conformismo, é hora de revermos nossos conceitos. É hora de parar e mudar, mesmo que para isso seja necessário abrir mão de algum cargo ministerial e/ou tirarmos uma licença deste cargo para colocar as coisas em ordem.

Da mesma forma que a rotina acaba com um casamento, o nosso relacionamento com Deus não é diferente. Se prosseguirmos na mesmice, nós impedimos Deus de nos mostrar o novo, pelo fato de simplesmente querermos "o de sempre", pelo fato de muitas vezes estarmos cômodos onde nos encontramos.

Pense nisso! Renove o seu amor! Saia para uma segunda lua-de-mel com o Amado da sua alma.

Ano novo, promessas velhas e hábitos velhos.

Por Paulo Dib


Olá querido leitor, feliz 2010!

Depois de umas boas e merecidas férias, cá estou eu outra vez escrevendo e filosofando (ou pelo menos tentando).
Renovadas as energias para iniciar 2010 a todo vapor, depois de ter descansado de tudo, até da internet e deste filosofante blog, volto com um tema, eu diria, um pouco piegas, porém atualíssimo. Promessas de Ano Novo.

Aquele que nunca fez uma promessa ou resolução de ano novo que atire a primeira pedra. Simplesmente não existe uma pessoa que nunca tenha feito um promessa dessas, por mais simples que tenha sido. Creio eu ser isto inerente à nossa humanidade e ao nosso "otimismo natural" de sempre acreditar que o futuro será melhor.

E não há nada de errado em crer que o futuro nos reserva algo melhor, aliás, esse é um dos princípios da fé, crer e esperar o melhor (obs.: a fé bíblica não se limita a isso!).
O problema reside justamente no fato de essas promessas, em sua esmagadora maioria, não passarem de promessas, resoluções que nasceram em meados de dezembro e que não resistiram nem mesmo ao final de janeiro.

As pessoas fazem essas promessas, muitas vezes baseadas naquilo que acreditam que seria bom para elas, ou naquilo que sabem que será bom para elas, mas não querem isso de fato, não desejam isso de fato, pois quem quer algo corre atrás, não fica esperando os resultados cairem do céu sem esforço algum.

As pessoas creditam "poderes mágicos" ao ano novo, como se na virada da meia noite de 31 de dezembro, todos os problemas ficassem para trás, e num toque de varinha de condão, tudo se fizesse novo, tudo mudasse.

Como se fossem polítcos em plena campanha disparam as conhecidas promessas:
"Eu prometo que vou ser mais calmo e paciente"
"Eu prometo que vou trabalhar mais (ou menos depende do caso)"
"Eu prometo que vou ser mais generoso"
"Eu prometo que vou ter uma dieta mais saudável"
"Eu prometo que vou fazer exercícios físicos"
"Eu prometo que vou orar mais"
"Eu prometo que vou ser um marido ou uma esposa melhor"

E por aí vai...

Infelizmente, lá pelo dia 10 de janeiro aqueles que fizeram suas promessas se pegam fazendo as mesmas coisas do ano velho, e do ano anterior, e de dois anos atrás, e da década passada. Iniciado fevereiro já está "tudo com dantes no quartel de Abrantes". Ano novo, hábitos velhos.

Não quero aqui, estimado leitor, desestimulá-lo quanto às mudanças que você almeja em sua vida. Quero apenas frisar que qualquer mudança que desejemos deve começar dentro de nós mesmos! Devemos desejar essa mudança intensamente e ir à luta. Desejar apenas não produz resultados, é necessário agir e, principalmente, não ter medo de falhar e recomeçar tudo outra vez.

Uma dica prática para você colher bons resultados e se estimular a mais conquistas é iniciar o processo de froma gradual. Trace metas pequenas, coisas facilmente tangíveis, como por exemplo substituir algum alimento "junk food" por algo mais saudável. Conquistada essa meta trace outra um pouco mais difícil, e assim por diante, até conquistar coisas grandes.

Lembre-se, grandes conquistas começam com pequenos passos e são alcançadas passo após passo. Comece devagar e você chegará ao sucesso!

Mas nunca se esqueça de que as mudanças, principalmente as de comportamento, se dão de dentro para fora. Agora, se você desejar uma mudança radical, uma transformação completa, somente uma pessoa é capaz de realizá-la, e seu nome é Jesus.

"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo" (Ap 3.20). E essa ceia é muito melhor do que aquela que você come no reveillon pensando nas promessas de ano novo.

Um ano repleto de conquistas e promessas cumpridas, é o que eu desejo a todos os meus leitores. Metas alcançadas, mudanças conquistadas e um verdadeiro rebuliço interior feito pelo especialista, Jesus.

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Quem sou eu

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Cristão Protestante Reformado, membro da 1.ª IPI - Limeira-SP. Graduado em Tecnologia em Processamento de Dados pela FATEC (Unesp). Hoje trabalho como consultor em negócios imobiliários. Pós-graduado em Especialização em Estudos Teológicos, pela Mackenzie (CPAJ). Falo Inglês muito bem e espanhol porcamente. Sou muito bem casado e tenho dois filhos maravilhosos.

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